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Relações entre discurso ficcional, história e sociedade na obra Mamma, Son Tanto Felice, de Luiz Ruffato

Processo: 11/22933-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2012
Vigência (Término): 31 de maio de 2013
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Teoria Literária
Pesquisador responsável:Márcio Scheel
Beneficiário:Ingrid Zanata Riguetto
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Discurso literário   Modernidade

Resumo

Este trabalho consiste no estudo da abordagem ficcional da modernização tardia mineira, no romance Mamma, son tanto felice, de Luiz Ruffato. A narrativa se desenvolve na região de Cataguases, interior de Minas Gerais, em uma temporalidade que transita pela segunda metade do século XX. Nesse período se vivia o ápice do moderno, novidades nas áreas de indústrias e tecnologias invadiam as entranhas de uma civilização predominantemente rural e que logo se reconheceria nos atrativos fornecidos pelas novas cidades industriais. Desse modo, a cidade, na obra de Ruffato, reflete essa contradição: ao mesmo tempo em que a modernização da pequena cidade mineira representa a esperança em melhoria de vida dos pequenos produtores rurais descendentes de italianos, é também problematizada como desagregadora, excludente e marginalizadora, como se pode perceber nos espaços representados na obra (o beco, a fábrica, a cidade e o campo). Assim, um novo realismo e regionalismo norteiam a temática de Ruffato, que vê na representação da cidade de Cataguases uma forma de abordagem das problemáticas sociais e culturais brasileiras, mostrando uma miscelânea de perspectivas sobre as quais se forma a cidade. A fragmentação em capítulos independentes é um intensificador da temática de ruptura, o que nos leva a investigar, também, as características que fazem da obra de Ruffato um romance diferenciado e inovador, pois ao mesmo tempo em que possui capítulos independentes também apresenta temáticas e personagens recorrentes, provocando certa ligação entre as unidades, num processo que só intensifica o caráter fragmentário da narrativa e do próprio universo por ela representada. (AU)