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Como estamos indo? o estudo do deslocamento ativo no Brasil

Processo: 12/08565-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2012
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:Carlos Augusto Monteiro
Beneficiário:Thiago Hérick de Sá
Instituição-sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Atividade motora   Epidemiologia   Saúde pública

Resumo

O estudo e a promoção do deslocamento ativo vêm crescendo mundialmente, dada sua estreita relação com problemas de saúde pública da atualidade, como a obesidade e o aquecimento global, e seu potencial de contribuir positivamente em áreas cruciais, como transporte, saúde e meio ambiente. Diante disto, o objetivo do nosso estudo será investigar a freqüência, distribuição e variação temporal do deslocamento ativo no Brasil bem como os efeitos dessa prática sobre condições de saúde da população.A pesquisa envolverá, inicialmente, o estudo da relação entre deslocamento ativo e condições de saúde dos indivíduos, por meio de revisão sistemática de estudos sobre o efeito da prática do deslocamento ativo no excesso de peso em adultos, tendo em vista a epidemia de obesidade que acomete a população mundial. Acessaremos quatro bases de dados: PubMed, Web of Knowledge, CAB Abstracts e LILACS. Serão incluídos estudos originais, de qualquer delineamento, que apresentarem resultados referentes à associação entre prática de deslocamento ativo e excesso de peso, publicados nos idiomas inglês, português ou espanhol. Quando possível, seus resultados serão combinados e uma estimativa da associação entre prática de deslocamento ativo e excesso de peso será obtida. Para tanto, proceder-se-á à análise de heterogeneidade dos estudos, por meio da estatística I2. Caso haja heterogeneidade, investigaremos suas causas por meio da análise estratificada dos estudos segundo aspectos do delineamento e de possível viés de publicação, empregando-se análise gráfica (funnel plot) e teste de Egger. Em seguida, avançaremos na investigação da frequência e distribuição do deslocamento no Brasil, com base no que existe até o momento na literatura, tendo como fonte de dados o Suplemento de Saúde da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2008. Ampliaremos os indicadores do deslocamento ativo, considerando, também, deslocamentos ativos para o trabalho que não alcançaram a duração mínima diária de 30 minutos, e incluiremos novas variáveis de estratificação, como o local da residência e as unidades federativas da nação.O próximo passo do estudo será investigar o padrão dos deslocamentos na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e a relação entre o deslocamento ativo e os demais modos de transporte. Para tanto, utilizaremos como fontes de dados as Pesquisas Origem e Destino (ODs) de 1997 e 2007. As ODs buscam caracterizar a dinâmica dos deslocamentos diários feitos em determinada região com o objetivo de planejar a expansão ou reestruturação da rede de transportes. Com sua realização, obtêm-se dados sobre o modo dos deslocamentos, a distância percorrida e o tempo gasto em cada deslocamento, sua origem e destino, e o propósito da viagem. Em ODs, a viagem é definida como todo o percurso entre a origem e o destino, que pode ser feita por diversos modos de transporte. Uma vez que nosso interesse central está nos modos ativos de deslocamento, consideraremos cada trecho como uma viagem diferente. Feito o desmembramento das viagens realizadas pelos indivíduos adultos, exploraremos os dados sobre os deslocamentos na RMSP por meio de duas estratégias distintas: primeiramente, considerando a viagem como unidade de estudo, enquanto, na segunda, o indivíduo. Serão avaliadas a freqüência, distribuição e variação temporal dos indicadores e condições de saúde entre os anos de 1997 e 2007.A última etapa do projeto buscará identificar o efeito independente da prática de deslocamento ativo para o trabalho sobre o excesso de peso em população brasileira adulta, a partir dos dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, de 2006 a 2010, considerando variáveis sociodemográficas, demais domínios de atividade física, sedentarismo, condições de saúde como tabagismo e consumo abusivo de álcool, e variáveis de consumo alimentar.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Estudo estima impactos do planejamento urbano na saúde 
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