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Regeneração florestal e dinâmica de paisagens: interação entre heterogeneidade e quantidade de habitat para a distribuição das espécies em paisagens fragmentadas

Processo: 12/02971-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2012
Vigência (Término): 30 de junho de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada
Pesquisador responsável:Renata Pardini
Beneficiário:Paula Koeler Lira
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Ecologia da paisagem   Fragmentação de habitat

Resumo

A biodiversidade em paisagens fragmentadas é definida não só pelo tamanho e isolamento dos fragmentos, mas também pela quantidade total de vegetação nativa remanescente na paisagem. Há evidências de que esta propriedade esteja associada à conectividade das paisagens, e que haja uma perda brusca de espécies abaixo de certos limiares de cobertura de vegetação nativa. No entanto, paisagens tropicais são muito dinâmicas, sujeitas a desmatamento e regeneração de áreas abandonadas, o que resulta em grande variação na idade das florestas. Esta heterogeneidade deve ter forte influência sobre a distribuição de espécies, mas vêm sendo ignorada em estudos empíricos. O objetivo deste projeto é investigar como a heterogeneidade da vegetação nativa interage com a cobertura florestal total na determinação da distribuição de espécies. Para tanto, será utilizado um banco de dados único, com a distribuição de 30 espécies de pequenos mamíferos em 50 fragmentos florestais de três paisagens da Mata Atlântica, que variam quanto à cobertura florestal total (10, 30 e 50%), e apresentam vegetação nativa em diferentes estádios sucessionais. Partimos da hipótese de que a resposta a esta heterogeneidade deve depender tanto dos requerimentos de habitat das espécies quanto da cobertura florestal total (conectividade da paisagem). A distribuição de generalistas de habitat deve estar associada à quantidade local de vegetação nativa jovem, independentemente da cobertura florestal total. Já a distribuição de especialistas de floresta deve estar associada à quantidade local de vegetação nativa tardia, mas somente em paisagens com baixa ou alta cobertura florestal, onde a persistência das espécies nos fragmentos é mais dependente das taxas de sobrevivência e recrutamento do que das taxas de imigração.

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