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Comparação morfológica entre placas de aterosclerose da aorta torácica, carótidas e alterações cardíacas, em pacientes com acidente vascular cerebral

Processo: 12/04571-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2012
Vigência (Término): 31 de maio de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:João Carlos Hueb
Beneficiário:Bruno Augusto Alvares
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Acidente vascular cerebral   Cardiologia

Resumo

O acidente vascular cerebral (AVC) é a terceira causa de morte nos países desenvolvidos e a primeira de incapacidade permanente. A maioria dos acidentes vasculares cerebrais (85%) é de natureza isquêmica, e 20% desses são de causa embólica. Numerosos estudos demonstraram associação de placa de aterosclerose em aorta torácica e AVC. Sua gênese estaria relacionada com a migração, para a circulação cerebral, de trombos e cristais de colesterol que se desprenderiam de placas ulceradas, localizadas na aorta proximal. Em geral, as placas ateroscleróticas da aorta aparecem com mais frequência em pacientes idosos, sendo frequente sua associação com aterosclerose difusa. Portanto, a associação entre doença aterosclerótica coronariana, cerebrovascular e periférica não é incomum. Isso explica a maior mortalidade entre os indivíduos com placa de aterosclerose detectada em qualquer segmento arterial.Utilizando o ecocardiograma transesofágico, Montegomery et al classificaram a placas ateromatosas da aorta em graus, segundo a espessura da placa, morfologia e presença de trombos aderidos. Por esta classificação é possível definir cinco graus de acometimento, relacionados com o potencial emboligênico da placa: Grau I: normal, grau II: espessamento intimal, grau III: placa simples (com menos de 5 mm de espessura), grau IV: placa complexa (espessura maior do que 5 mm) e grau V: debris (placa irregular com projeções móveis). Quanto maior o grau, maior seria o risco emboligênico.Embora o ecocardiograma transesofágico seja o método de eleição para pesquisa de fonte emboligênica cardíaca e aórtica, o exame não é realizado em todos os pacientes acometidos por AVC, por ser considerado semi-invasivo. Por outro lado, através de exames não invasivos e de fácil execução como o ecocardiograma transtorácico e o ultrassom das carótidas, é possível se obter dados que, quando presentes, são considerados marcadores de risco para evento cardiovascular, como: massa ventricular esquerda, volume atrial esquerdo, espessamento médio-intimal e placas de aterosclerose em carótidas.OBJETIVOS 1- Correlacionar variáveis ecocardiográficas como volume do átrio esquerdo e massa ventricular esquerdo com placas de aterosclerose na aorta proximal e carótidas, em pacientes com AVC.2- Correlacionar espessamento médio-intimal e placas de aterosclerose das carótidas com placa de aterosclerose na aorta proximal e, comparar os aspectos morfológicos das mesmas.CASUÍSTICA E MÉTODOS Estudo prospectivo a ser realizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, integrando-se os serviços de cardiologia e neurologia. A casuística será constituída por um número aproximado de 100 pacientes, de ambos os sexos, acometidos por AVC isquêmico e ataque isquêmico transistório (AIT).Todos os exame ultrassonográficos (ecocardiograma transtorácico, ecococardiograma transesofágico e ultrassom das carótidas) serão realizados com auxílio de um equipamento Vivid S6 da General Eletric.O exame ecográfico das carótidas, será realizado com sonda vascular, analisando-se as carótidas comuns, bulbos carotídeos e carótidas internas. Serão feitas as medidas da espessura médio-intimal, seguindo-se Mannhein Carotid Intima-Media Thickness Concensus. Será feita também a pesquisa de placas de aterosclerose, e quando de sua presença, serão classificadas quanto à ecogenicidade, utilizando-se os critérios propostos por Gray-Weale, a saber: Tipo I: placas hipoecoicas; Tipo II: placas predominantemente hipoecoidas; Tipo III: placas predominantemente hiperecoicas; Tipo IV: placas hiperecoicas e, Tipo V: placa calcificada com sombra acústica. Quanto mais hipoecoicas (tipo I) forem as placas maior seria sua relação com eventos cardiovasculares. Estes critérios serão também utilizados para classificação das placas presentes na aorta torácica proximal, quanto à ecogenicidade das mesmas.

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