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A gestão da política habitacional e a produção do espaço urbano: uma análise das práticas espaciais e a formação de novas áreas centrais na cidade de Marília - SP.

Processo: 12/07076-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2012
Vigência (Término): 30 de novembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana
Pesquisador responsável:Arthur Magon Whitacker
Beneficiário:Heloísa Mariz Ferreira
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Presidente Prudente. Presidente Prudente , SP, Brasil
Assunto(s):Cidades médias   Produção do espaço urbano   Política habitacional   Geografia urbana

Resumo

Com este projeto temos a finalidade de analisar a ação do poder público na produção do espaço urbano de Marília-SP e as relações que se estabelecem entre a implantação de loteamentos populares e conjuntos habitacionais e a constituição de novas áreas centrais, notadamente, subcentros. A atuação do poder público local na produção de moradias populares passou por mudanças significativas quando, no final da década de 1980, os municípios receberam maiores atribuições com um processo de descentralização político-administrativa em curso. Como uma das decorrências dessa mudança, as políticas habitacionais e os loteamentos populares e conjuntos habitacionais delas decorrentes mesclam, atualmente, elementos antigos com outros mais recentes. De certa forma, nota-se maior dependência, ou influência, de articulações locais na efetivação das políticas que culminam em espaços de moradia destinados aos segmentos mais pobres. Podemos destacar dentre as mais importantes articulações, para nosso estudo, aquelas que culminam nas associações entre o poder público e os promotores imobiliários, com crescente poder sobre a produção do espaço urbano das cidades médias e que, a partir da descentralização já aludida tiveram maior possibilidade de atuação na destinação de áreas para implantação dos chamados conjuntos habitacionais ou dos loteamentos populares. Na cidade de Marília, estes interesses puderam ser atendidos quando, já na década de 1970, os loteamentos populares e conjuntos habitacionais passaram a ser implantados em descontínuo à malha urbana já constituída. Para a população destas áreas isto, muitas vezes, significou menor mobilidade pelo restante do espaço urbano, resultado, em parte, da menor acessibilidade a estas e destas áreas o que favorece, como hipótese de pesquisa, a implantação de estabelecimentos comerciais e de serviços para atender a uma nova demanda da população destas áreas. A implantação destes estabelecimentos pode ter levado, ou pode levar, a constituição de subcentros, ou apenas de áreas com concentração do que se denomina de comércio de vizinhança.