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Tensividade e utopia no projeto poético de Haroldo de Campos

Processo: 12/09904-7
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de setembro de 2012
Vigência (Término): 30 de setembro de 2012
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Brasileira
Pesquisador responsável:Diana Junkes Bueno Martha-Toneto
Beneficiário:Diana Junkes Bueno Martha-Toneto
Anfitrião: Kenneth David Jackson
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Local de pesquisa : Yale University, Estados Unidos  
Assunto(s):Poesia   Poética   Tradição   Utopia

Resumo

Esta proposta de pesquisa dá continuidade ao estudo da obra haroldiana, já realizado em tese de doutoramento e em diversos estudos críticos, publicados entre 2008 e 2011, e visa, com o aparato da semiótica de linha francesa e de referenciais dos estudos literários, à avaliação do projeto poético de Haroldo de Campos, a partir do modo como se define a sua relação com a história literária e com o cânone. A vinculação das propostas concretistas à incorporação da tradição nos textos haroldianos é bastante estudada; por outro lado, a obra do poeta deixa entrever, ainda, uma relação com o cânone que parece se distanciar do discurso coletivo da vanguarda, para aproximar-se de um projeto poético de cunho pessoal, voltado para o desejo de estabelecimento de uma "História da Literatura Brasileira de Invenção" e, extensivamente, para a construção de uma identidade autoral singular que estaria alicerçada em uma visão específica de nossa literatura, situada sempre em posição dialógica em relação à literatura universal. Diante dessa possibilidade de leitura da obra do poeta, é necessário averiguar qual é a noção de história que orienta as escolhas que o poeta faz do cânone e que sustenta, em termos tensivos, intensamente e/ou extensamente, a dialética entre a ruptura da tradição e sua permanência em sua trajetória. Pretende-se avaliar, portanto, a partir de parâmetros fornecidos pela obra do poeta e com o aparato dos aportes teóricos acima mencionados, como essas mudanças articulam-se no projeto poético haroldiano e em que medida seria possível dizer que essa articulação definiria um duplo movimento utópico, ou seja, uma utopia escritural da vanguarda e outra fáustica, pessoal, voltada para a construção de uma identidade autoral pelo manejo das influências dos precursores. Para tanto, será necessário avaliar quais autores ingressam na obra do poeta e por quais razões o ingresso de alguns se dá de forma mais contundente do que o de outros. (AU)