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Estudo dos marcadores p53 e Ki-67 em pacientes operados por carcinoma de VESCIAL no HC da Faculdade de Medicina de Botucatu, de 1980 e 2000: correlação dos dados clínicos e de sobrevida com achados imuno-histoquímicos em arranjos teciduais em matriz TMA

Processo: 11/11537-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2012
Vigência (Término): 30 de junho de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Flávio de Oliveira Lima
Beneficiário:Leonardo Ribeiro Nascimento
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Registros médicos

Resumo

As neoplasias urológicas são causa freqüente de morbidade e mortalidade nas populações ocidentais, tendo no Brasil alta freqüência, marcante nos estados do Sul e Sudeste. Os tumores uroteliais da bexiga, que têm como uma de suas características mais marcantes uma taxa relativamente elevada de recorrência e de progressão para invasividade dos tecidos vizinhos, constituem um modelo natural rico para o estudo da carcinogênese. Embora 70% dos carcinomas de células transicionais não sejam inicialmente invasivos, tendem a progredir rapidamente quando não devidamente tratados. Destes, aproximadamente 15% progridem para câncer invasivo. Mais de 70% das denominadas neoplasias uroteliais superficiais recorrem após sua ressecção, e o comprometimento da parede muscular da bexiga implica em pior prognóstico, impondo intervenção cirúrgica agressiva como, por exemplo, a cistectomia radical. Há necessidade de marcadores sensíveis, específicos e de baixa morbidade, que permitam tanto a detecção precoce do câncer vesical como a estimativa da probabilidade de sua progressão. As pesquisas em biologia molecular têm permitido a identificação de alterações em diferentes proto-oncogenes e genes supressores tumorais, os quais em várias combinações contribuem para o desenvolvimento dos tumores. Dentre os marcadores, podemos destacar as proteínas p53 e Ki-67. A forte associação da superexpressão da proteína p53 com uma maior taxa de progressão e recorrência de câncer de bexiga tem sido demonstrado, com até 40% dos tumores da bexiga com tp53 mutado. A análise desse gene pode fornecer informações valiosas em relação à progressão e recorrência dos tumores. As deleções ou mutações do gene TP53 têm sido relacionadas com a maior agressividade dos carcinomas da bexiga in situ ou invasores, sugerindo o desempenho de um papel central no desenvolvimento desta doença maligna, e muitos estudos associam sua superexpressão com o pior prognóstico. Outro marcador importante no carcinoma de bexiga, alvo de muitas pesquisas, corresponde ao anticorpo Ki-67, o qual reconhece um antígeno que está associado ao núcleo celular e que, em células continuamente ciclizantes, é expresso em todas as fases do ciclo celular, exceto em G0. Alguns trabalhos têm mostrado a superioridade do Ki-67 como marcador de proliferação celular, por não sofrer tantas influências de fatores internos e externos. Além disso, sua expressão nuclear num período definido do ciclo celular pode representar uma vantagem em relação ao seu emprego como marcador biológico. O uso do bloco de TMA apresenta múltiplas vantagens em relação ao corte tradicional, entre elas: grande economia de reagentes e de tempo para a realização das reações; uniformização das reações e facilidade na interpretação comparativa dos casos de uma pesquisa; possibilidade de repetição das reações em múltiplos níveis do bloco; simplificação do trabalho das linhas de pesquisa pela utilização do bloco em mais de um projeto. Na última década, o aporte de grande volume de informações sobre os aspectos moleculares das neoplasias uroteliais levou a modificações de sua classificação que, agora, procura integrar seus aspectos morfológicos com o comportamento biológico e características genéticas. Este acúmulo de conhecimento foi obtido pelo uso de técnicas variadas de exploração genômica, como citogenética, hibridação fluorescente in situ (FISH), hibridação genômica comparativa (CGH), avaliação da perda de heterozigose (LOH) e análise da instabilidade de microssatélites. Os recentes avanços no campo da Biologia Molecular, da Genômica e da Proteômica têm usado como fonte de materiais de estudo, tecidos congelados ou a fresco, sendo considerada a fixação em formol e inclusão em parafina como uma séria limitação ao seu uso, restrito até recentemente à técnica de imunoistoquimica. Porém é rotineiramente usado no mundo, e é arquivo tecidual de estocagem barata, facil, e associado a informações de prontuario médico.