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A lógica de Kant e seus pressupostos ontológicos

Processo: 12/10772-8
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 10 de setembro de 2012
Vigência (Término): 09 de setembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Luciano Nervo Codato
Beneficiário:Luciano Nervo Codato
Anfitrião: Desmond Hogan
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Local de pesquisa: Princeton University, Estados Unidos  
Assunto(s):Lógica (filosofia)   Razão   Kantismo   Immanuel Kant   Ontologia (filosofia)

Resumo

Em que sentido se deve compreender as origens da dissociação entre ciência e filosofia, cuja formulação conceitual costuma-se atribuir a Kant? Considerando-se o uso teórico da razão, entre a impossibilidade da teologia, da cosmologia e da psicologia, de um lado, e a realidade das matemáticas e da física-matemática, de outro, que estatuto epistemológico a Crítica da razão pura confere à ontologia, entendida como Hauptwissenschaft ou filosofia primeira? Em vez de selar o destino de toda e qualquer ontologia possível, não seria mais pertinente ver nas análises de Kant sobre o juízo o fim de uma ontologia que reduz os sensíveis aos inteligíveis, os Sinnenwesen aos Verstandeswesen? A partir dos resultados obtidos, trata-se de saber se aquilo que os teólogos entendem por Deus não seria simplesmente o espaço lógico-ontológico que nos permite julgar, condição transcendental da linguagem e do ser. Em última instância, que ontoteologia deverá mostrar-se compatível com o projeto da crítica da razão? Que concepção legítima do ser realíssimo deve converter Deus em pressuposto, pretensamente antidogmático, não só da Crítica da razão prática, mas também da Crítica do Juízo? (AU)