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Estudo da atividade microbiana na biorremediação de metais pesados na região amazônica

Processo: 12/06600-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2012
Vigência (Término): 29 de agosto de 2016
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Claudio Augusto Oller do Nascimento
Beneficiário:Ingrid Regina Avanzi
Instituição-sede: Escola Politécnica (EP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:08/57708-7 - CEPEMA-USP, AP.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):15/05077-7 - Investigação de micro-organismos anaeróbicos resistentes ao cobre, BE.EP.DR
Assunto(s):Metais   Biorremediação

Resumo

Nas últimas décadas o crescimento industrial decorrente do desenvolvimento tecnológico e outras atividades consideradas indispensáveis à vida humana, estão gerando graves problemas ambientais, que está despertando uma preocupação a nível mundial. Dentre os vários contaminantes os metais pesados têm recebido atenção especial, pela sua persistência ao ingressar nos ecossistemas acumulando-se por toda a cadeia alimentar, uma vez que são extremamente tóxicos, mesmo em quantidades muito baixas. O setor industrial é a principal e mais diversificada atividade humana que provoca a introdução de metais pesados no ambiente, pois muitas vezes não faz o devido tratamento de rejeitos. No Brasil, a legislação ambiental vigente já estabelece normas bastante rigorosas no que diz respeito ao descarte de águas contaminadas por metais pesados. Para que o tratamento deste tipo de efluentes seja feito adequadamente, e para que possam ser impostos limites máximos cada vez mais compatíveis com a sustentabilidade da vida moderna, torna-se relevante a preocupação com novas tecnologias mais eficientes e econômicas que permitam a remoção de metais pesados do ambiente contaminado. Já há algum tempo, os micro-organismos vêm sendo empregados para o tratamento (remediação) de resíduos orgânicos. Mais recentemente, passou-se a considerar a possibilidade de seu emprego, também, para a biorremediação de metais pesados. Hoje o tratamento do meio ambiente contaminado é realizado empregando-se tecnologias convencionais baseadas em princípios físico-químicos, as quais estão sendo consideradas ineficientes e economicamente inviáveis. Alternativamente, uma nova tecnologia, a biorremediação, vem ganhando cada vez mais importância, devido às vantagens que oferece: simplicidade, eficiência e baixo custo. A biorremediação pode ser uma alternativa viável para a recuperação de áreas contaminadas por metais pesados. Para isto é necessário ser avaliada a utilização de micro-organismos resistentes e eficazes na remoção do metal, pois, nesta fase são necessários que sejam selecionados organismos com características favoráveis ao processo. Dentro deste contexto, a proposta desse projeto é isolar e caracterizar micro-organismos de uma área de mineração localizada no estado do Pará, avaliando os mecanismos e estratégias para o seu uso na remediação de áreas contaminadas a fim de otimizar a sua capacidade de adsorver íons de metais pesados, com vistas à utilização destas bactérias para a biorremediação de efluentes de mineração.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
GRACIOSO, LOUISE HASE; GALLUZZI BALTAZAR, MARCELA PASSOS; AVANZI, INGRID REGINA; KAROLSKI, BRUNO; OLLER NASCIMENTO, CLAUDIO AUGUSTO; PERPETUO, ELEN AQUINO. Analysis of copper response in Acinetobacter sp. by comparative proteomics. METALLOMICS, v. 11, n. 5, p. 949-958, MAY 1 2019. Citações Web of Science: 0.
AVANZI, INGRID REGINA; GRACIOSO, LOUISE HASE; GALLUZZI BALTAZAR, MARCELA DOS PASSOS; KAROLSKI, BRUNO; PERPETUO, ELEN AQUINO; OLLER DO NASCIMENTO, CLAUDIO AUGUSTO. Rapid bacteria identification from environmental mining samples using MALDI-TOF MS analysis. Environmental Science and Pollution Research, v. 24, n. 4, p. 3717-3726, FEB 2017. Citações Web of Science: 8.

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