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Eventração Diafragmática e Musculatura Ventilatória

Processo: 11/20979-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2012
Vigência (Término): 31 de julho de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Carlos Roberto Ribeiro de Carvalho
Beneficiário:Andre Luis Pereira de Albuquerque
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:10/08947-9 - Avaliação da musculatura ventilatória INS e expiratória nas doenças respiratórias, AP.TEM
Assunto(s):Pneumologia   Fenômenos fisiológicos respiratórios

Resumo

A dispnéia é o principal sintoma referido pelos pacientes com paralisia diafragmática (PD). Além do maior desconforto respiratório, a menor tolerância ao esforço e um maior gasto energético para gerar determinada ventilação minuto [‘consumo de oxigênio (VO2)/ ventilação (VE)] são outros achados nesta doença. Acredita-se que a presença de sintomas, a perda de volume pulmonar e da força inspiratória total são provavelmente secundárias à fraqueza coexistente de outros músculos ventilatórios, ins e expiratórios. Contudo, tem-se ainda muito para ser esclarecido sobre os mecanismos fisiopatológicos nesta doença. Dentre as opções terapêuticas para a PD sintomática, a correção cirúrgica, que consiste no rebaixamento e fixação da hemi-cúpula diafragmática acometida, é uma das opções aplicadas atualmente. Obviamente, a intervenção cirúrgica não visa primordialmente a recuperação da mobilidade do músculo, mas sim o aumento volumétrico dos pulmões e a reversão de atelectasias, com potencial melhora das trocas gasosas. Não há consenso dos impactos clínicos e funcionais de longo prazo relacionados à intervenção cirúrgica. Acreditamos que o comprometimento da força diafragmática seja um fator determinante no maior trabalho ventilatório e, consequentemente, no maior desconforto respiratório. Os objetivos são: (1) descrever as repercussões da eventração diafragmática sobre a função pulmonar e a função muscular respiratória, correlacionando-as com seu impacto clínico; (2 Avaliar o impacto funcional e clínico da plicatura cirúrgica diafragmática em portadores de eventração diafragmática. Uma amostra de 20 pacientes será avaliada quanto à mecânica respiratória e recrutamento da musculatura ventilatória na condição de repouso e ao esforço. Posteriormente, 50% da mostra será alocada aleatoriamente para a plicatura cirúrgica e 50% para o tratamento conservador. Após 6 meses, os pacientes terão nova avaliação com as mesmas medidas pré-intervenção.Estes subgrupos serão comparados quanto aos dados clínicos e funcionais basais, para determinar possíveis indicadores prognósticos pré-operatórios do resultado cirúrgico.

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Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
PEREIRA, MAYRA CALEFFI; CARDENAS, LETICIA Z.; FERREIRA, JEFERSON G.; IAMONTI, VINICIUS C.; SANTANA, PAULIANE VIEIRA; APANAVICIUS, ANDRE; CARUSO, PEDRO; FERNANDEZ, ANGELO; DE CARVALHO, CARLOS R. R.; LANGER, DANIEL; DE ALBUQUERQUE, ANDRE L. P. Unilateral diaphragmatic paralysis: inspiratory muscles, breathlessness and exercise capacity. ERJ OPEN RESEARCH, v. 7, n. 1 JAN 1 2021. Citações Web of Science: 0.
CALEFFI-PEREIRA, MAYRA; PLETSCH-ASSUNCAO, RENATA; CARDENAS, LETICIA ZUMPANO; SANTANA, PAULIANE VIEIRA; FERREIRA, JEFERSON GEORGE; IAMONTI, VINICIUS CARLOS; CARUSO, PEDRO; FERNANDEZ, ANGELO; RIBEIRO DE CARVALHO, CARLOS ROBERTO; PEREIRA ALBUQUERQUE, ANDRE LUIS. Unilateral diaphragm paralysis: a dysfunction restricted not just to one hemidiaphragm. BMC PULMONARY MEDICINE, v. 18, AUG 2 2018. Citações Web of Science: 2.

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