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Transplante pulmonar em pacientes portadores de bronquiectasias: experiência do InCor/HCFMUSP

Processo: 12/08780-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2012
Vigência (Término): 31 de julho de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Marcos Naoyuki Samano
Beneficiário:Danilo de Souza Ferronato
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Transplante de pulmão   Bronquiectasia

Resumo

ResumoIntroduçãoBronquiectasia é uma doença caracterizada pela dilatação anormal edeformação de um ou mais brônquios ou bronquíolos, causada por infecçõese inflamações de repetição. Possui diversas etiologias, e entre as maisimportantes estão a pós-infecciosa, idiopática, fibrose cística, aspiração edoença do refluxo gastroesofágico e imunodeficiência congênita. O quadroclínico é variável, mas geralmente cursa com infecções de repetição do tratorespiratório inferior, piora da função pulmonar, hipertensão pulmonar e falênciarespiratória, causando grande impacto na qualidade de vida e com grandemorbidade e mortalidade associadas.O tratamento é multimodal e varia de acordo com o quadro clínico e dascondições clínicas do paciente, podendo ser feita antibioticoterapia e uso deanti-inflamatórios em pacientes pouco sintomáticos e em estágio inicial dadoença, à ressecção cirúrgica em pacientes com doença focal, pacientes quenão respondem ao tratamento convencional e pacientes com hemoptise nãocontrolada apesar da ação da radiologia intervencionista.O transplante pulmonar é a única opção de tratamento efetiva para pacientesem estágio final da doença. Iniciou-se a sua utilização em tratamento dedoenças supurativas a partir da fibrose cística, e a fibrose cística cursa comouma das maiores indicações para transplante pulmonar, enquanto que abronquiectasia apresenta uma baixa porcentagem na casuística de indicaçãopara transplante pulmonar internacionalmente.Em nosso meio, no entanto, o número de indicações de transplante pulmonarpor bronquiectasia é semelhante ao número de indicações por fibrose cística,e aparentemente os pacientes indicados para transplante por bronquiectasiaapresentam características semelhantes aos pacientes indicados por fibrosecística, sendo jovens, com alta mortalidade na fila de espera, mas apresentama melhor sobrevida em médio e longo prazo, além de melhora substancial naqualidade de vida.A experiência adquirida pelo grupo de Transplante Pulmonar do Instituto doCoração do HCFMUSP, com a realização de 27 transplantes pulmonaresbilaterais em um período de 7 anos é a maior experiência brasileira. Assim,esse trabalho busca analisar a coorte de pacientes submetidos a transplantepulmonar bilateral por bronquiectasia no Instituto do Coração (InCor) noperíodo de 2003 a 2010.ObjetivosOs objetivos principais desse trabalho são:* Relatar a experiência do Instituto do Coração com o tratamento depacientes portadores de bronquiectasia e em estágio avançado,submetidos a transplante pulmonar bilateral;* Definir fatores de risco para o desenvolvimento de complicações emortalidade do transplante pulmonar para pacientes portadores debronquiectasia;* Comparar a curva de sobrevida de pacientes submetidos a transplantepulmonar por doenças supurativas (fibrose cística e bronquiectasia) coma de outras doenças.Material e métodosSerá um estudo retrospectivo analisando o prontuário dos pacientes portadoresde bronquiectasia e submetidos a transplante pulmonar bilateral no Institutodo Coração (InCor) HCFMUSP no período de janeiro de 2004 a dezembro de2010, com seguimento pós-operatório até dezembro de 2011.Os dados do receptor e doador e dados referentes ao transplante e pós-operatório serão analisados por meio de análise univariada e multivariada ecorrelacionados com as variáveis de desfecho, buscando-se fatores de riscopara o desenvolvimento de Disfunção Primária do Enxerto grave, rejeiçãoaguda no primeiro ano, mortalidade cirúrgica e hospitalar, complicaçõesbrônquicas e incidência de BOS (Bronchiolitis Obliterans Syndrome). A curvade sobrevida desta amostra será realizada por meio da curva de Kaplan-Meiere comparada à curva de sobrevida dos pacientes submetidos ao transplantepulmonar no mesmo período.