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Malária aviária e pinguins no Brasil: estudo epidemiológico e patológico de uma enfermidade com potencial risco a conservação da aviauna

Processo: 12/14358-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de agosto de 2012
Vigência (Término): 31 de julho de 2013
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Patologia Animal
Pesquisador responsável:Jose Luiz Catao Dias
Beneficiário:Vanessa Marques Pedroso
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:10/51801-5 - Malária aviária e pinguins no Brasil: estudo epiemiológico e patológico de uma enfermidade com potencial risco à conservação da avifauna, AP.TEM
Assunto(s):Protozoa   Conservação   Patologia comparada   Malária aviária   Plasmodium   Pinguim-de-Magalhães

Resumo

Pinguins são sentinelas do ambiente marinho e, através de sua observação e estudo, é possível aprender sobre a natureza e intensidade dos impactos humanos nos oceanos do hemisfério sul. Habitante da Argentina, Chile e Ilhas Malvinas, o pinguim-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) visita a plataforma continental brasileira durante sua migração invernal. Uma fração significativa destes animais atinge nossas praias com saúde debilitada, recebendo atendimento em diversos Centros de Reabilitação (CRs) distribuídos ao longo do litoral brasileiro. Durante seu período de permanência nestas instituições, uma das mais importantes doenças infecciosas que acometem estes animais é a malária aviária, moléstia de caráter súbito e fulminante que resulta em altas taxas de mortalidade. A severidade e o aspecto epizoótico das infecções maláricas em pinguins são motivo de preocupação da comunidade conservacionista internacional, gerando temores de seu potencial como ameaça à conservação destas aves caso a doença venha a disseminar-se num futuro climático incerto. Embora existam muitos relatos de surtos de malária aviária em pinguins cativos, não há estudos esclarecendo a distribuição desta doença em pinguins no Brasil, nem está claro se a infecção ocorre em vida-livre ou nos CRs. Também é incerta a razão pela qual a infecção plasmódica, tipicamente leve ou subclínica na maioria dos outros grupos de aves, é tão lesiva aos pinguins; e não se sabe ao certo quão efetivas são as medidas preventivas clássicas que foram implementadas empiricamente por zoológicos e CRs de todo o mundo. Valendo-se de métodos diagnósticos biomoleculares, sorológicos, patológicos e hematológicos, o presente projeto visa contribuir para a compreensão dos padrões de infecção, morbidade e mortalidade de pinguins-de-Magalhães por malária aviária em centros de reabilitação selecionados do litoral brasileiro, mantidos em instituições em cativeiro, e em colônias reprodutivas na Argentina. Os resultados deste projeto, além do desenvolvimento de ferramentas diagnósticas, trarão informações que ajudarão a esclarecer o papel desta enfermidade como um potencial fator de ameaça à conservação destas aves, em especial frente às mudanças climáticas globais previstas, bem como discutir as medidas preventivas que venham a ser necessárias.