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Caracterização das alterações da proteína TDP-43 durante o envelhecimento normal: uma análise em cérebros humanos postmortem

Processo: 11/19833-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2012
Vigência (Término): 30 de abril de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Histologia
Pesquisador responsável:Lea Tenenholz Grinberg
Beneficiário:Camila Nascimento Mantelli
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Demência frontotemporal   Morfologia (anatomia)   Morfometria

Resumo

O processo de envelhecimento populacional é hoje um proeminente fenômeno mundial e tem ocorrido rapidamente em países em desevolvimento. Segundo o IBGE, em 2050 a população idosa corresponderá a 30% dos brasileiros. As doenças neurodegenerativas são a única das 10 maiores taxas de mortalidade para qual não há tratamento ou cura. Todas as doenças neurodegenerativas possuem algumas características em comum, dentre elas, o acúmulo tecidual de proteínas anormais específicas. Dessa forma, acredita-se, que o entendimento patofisiológico de uma delas irá esclarecer pontos importantes das outras. Em 2006, uma proteína de ligação ao DNA que possui 43-kDa (TDP-43), foi identificada como principal proteína anormal em casos de Degeneração Lobar Frontotemporal (DLFT). AS DLFTs são a segunda causa mais frequente de demência pré senil, após a doença de Alzheimer. A associação da TDP-43 com as DLFTs foi surpreendente e pouco se sabia de seu mecanismo de ação, função ou comportamento no envelhecimento normal. Apesar dos avanços sobre o conhecimento dessa proteína, ainda faltam bases normativas sobre seu comportamento no envelhecimento normal e não se conhece o limite entre o fisiológico e o patológico. Ademais, não se compreende porque mutações dessa proteína não causam DLFT, enquanto mutações de outras proteínas causam DLFT-TDP. A falta de controles em estudos com humanos que envolvem as doenças neurodegenerativas é inerente, devido ao alto custo da prática de autópsias em outros países do mundo. Nesse cenário destaca-se o Banco de Encéfalos Humanos do Grupo de Estudos em Envelhecimento Cerebral (BEHGEEC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). O BEHGEEC possui um grande número de encéfalos de sujeitos idosos sem déficit cognitivo, o que nos possibilita o estudo mais aprofundado do envelhecimento cerebral humano não-patológico. Dessa forma, nosso objetivo é verificar de forma sistemática a distribuição e possível progressão da proteína TDP-43 fosforilada (anormal) no envelhecimento humano normal. A casuística será composta por 400 casos coletados retrospectivamente pelo BEHGEEC e já classificados clinicamente e anatopatologicamente como normais. Após fixação e corte, será realizada imunohistoquímica para a detecção da proteína TDP-43 fosforilada no tecido cerebral. Serão analisadas áreas comumente atingidas na DLFT-TDP em sujeitos de faixa etárias pré-senis a senis, de ambos os sexos. Inclusões de TDP-43 serão avaliadas semi-quantitativamente, por área. Essas análises serão realizadas seguindo princípios estereológicos, com auxílio do programa Image J. As áreas de interesse serão comparadas utilizando-se modelos lineares. Estimamos que o mapeamento aqui planejado possa revelar se alterações da proteína TDP-43 são necessariamente sinônimos de doença, e se há áreas de vulnerabilidade preferencial que poderiam apontar a localização inicial da doença. Apesar de essa abordagem ser essencialmente descritiva, abordagens semelhantes resultaram no entendimento dos estágios iniciais das fases iniciais das doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer. Se elas forem encontradas inclusões anormais de TDP_43, iremos caracterizá-las bioquimicamente. Com isso, verificaremos se alterações na proteína TDP-43 têm padrão bioquímico similar às alterações encontradas em casos de DLFT-TDP. Para esse estudo será realizado immunoblot. Para efeito comparativo, utilizaremos casos de DLFT (n=10) em ambos os experimentos. Acreditamos que esse estudo pode acelerar nosso entendimento sobre alterações da TDP-43 no envelhecimento e nos mostrar possíveis alvos para intervenção terapêutica em fases iniciais da doença. (AU)

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