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Modelando a expansão da gramínea invasora Brachiaria SP. em uma unidade de conservação

Processo: 11/04873-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2011
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Teórica
Pesquisador responsável:Rafael Dias Loyola
Beneficiário:Clara Luz Braga Santanna
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Zoneamento   Modelagem   Manejo   Invasão biológica   Cerrado   Ecologia aplicada

Resumo

Os ecossistemas mundiais vêm sofrendo grandes pressões em função das atividades humanas, causando enorme perda da biodiversidade e alta taxa de extinção, o que torna a Biologia da Conservação muito relevante para a manutenção de espécies e populações, assim como a criação e manejo adequado de Unidades de Conservação (UCs). Apesar de importantes, as UCs enfrentam diversos problemas, dentre eles, a invasão biológica por espécies exóticas. Em função de sua agressividade, espécies exóticas podem substituir as nativas levando à perda de biodiversidade em nível específico e de processos ecológicos. Neste processo o Cerrado é bastante prejudicado. Este domínio, uma das áreas-chave para a conservação da biodiversidade mundial (Biodiversity Hotspot), perdeu cerca de 80% da sua vegetação primária devido ao avanço das fronteiras agropecuárias e atividades antrópicas. Além disso, enfrenta o problema da invasão por gramíneas de origem africana, como o capim-gordura (Melinis minutiflora) e a Brachiaria sp., que substituem a vegetação nativa e contribuem no desencadeamento do fogo descontrolado. Recentemente o Parque Nacional das Emas (PNE), uma área de grande representatividade do Cerrado, mas também afetado por gramíneas invasoras, perdeu mais de 90% de sua área protegida em um grande incêndio. Assim, em função dos processos de reestabelecimento da vegetação nativa e das gramíneas invasoras, o objetivo geral deste projeto de mestrado é modelar, por meio de Autômato Celular (AC), a dinâmica de expansão dessas invasoras no PNE, o que, por sua vez, irá permitir a elaboração de propostas de zoneamento, baseadas na priorização espacial de áreas para o manejo das plantas invasoras, bem como para a conservação da biodiversidade local.