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Influência de SNPs na região HBS1L-MYB, no gene BCL11A e no gene KLF1 na expressão de hemoglobina fetal em pacientes com doença falciforme e em indivíduos sadios

Processo: 12/02795-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2012
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Nicola Amanda Conran Zorzetto
Beneficiário:Flávia Costa Leonardo
Instituição-sede: Centro de Hematologia e Hemoterapia (HEMOCENTRO). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Anemia falciforme   Hemoglobina fetal   Polimorfismo de um único nucleotídeo   Hematologia

Resumo

A anemia falciforme ocorre devido a uma alteração molecular no gene da globina beta. A mutação de ponto resulta na substituição de uma única base, onde uma adenina é substituída por uma timina Esta substituição leva a produção de uma hemoglobina anômala - HbS. Sua fisiopatologia decorre basicamente da polimerização da HbS e consequente falcização das hemácias, ocasionando encurtamento da vida média dos glóbulos vermelhos, fenômenos de vaso-oclusão, episódio de dor e lesão de órgãos. É uma doença de grande heterogeneidade clínica com influência de diferentes moduladores genéticos. A produção da hemoglobina fetal (HbF) pelas células de linhagem eritróide é um fator modulador significante no quadro clínico de pacientes com anemia falciforme (AF), já que a presença de HbF nas células vermelhas pode inibir a polimerização da HbS. Três loci genéticos contribuem para quase 50% da variabilidade na produção de HbF: o sitio XmnIG ³ no cromosomo 11p15 contribui para 10% da variação; o lócus BCL11A na cromossomo 2 contribui 15% da variação; e o lócus HMIP na cromossomo 6q contribui 19%. No Brasil poucos estudos foram desenvolvidos com o intuito de relacionar os padrões genéticos de pacientes falciformes com os níveis de Hemoglobina fetal. Um estudo que investiga a frequência de um maior variedade de polimorfismos na região HMIP e no gene BCL11A na população de pacientes AF e indivíduos brasileiros sadios de ascendência africana e a sua associação com a produção de HbF oferecerá mais informação a respeito de variantes genéticos que podem contribuir para alterações na produção de HbF na população brasileira. O DNA de pacientes AF, doença SC e indivíduos sadios será extraído para a investigação de 5 polimorfismos pela metodologia Taqman, outros dois SNPs por microssatélites e a genotipagem para XmnIG³ (rs7482144) de todos as amostras será feita por PCR e analise de restrição enzimática. Estudos funcionais também serão desenvolvidos com o intuito de elucidar os mecanismos pelos quais os polimorfismos da região intergênica HBS1L-MYB estariam atuando para modular os níveis de HbF. Cultura de células CD34+ de pacientes heterozigotos para os SNPs será realizada para estudos alelo específicos em marcadores do gene MYB. Todos os pacientes AF com níveis elevados de HbF terão o gene KLF1 sequenciado para a identificação de possíveis novos SNPs. Este projeto será realizado em colaboração com pesquisadores da Fundação Hemope de Pernambuco e do King's College de Londres como parte da chamada Fapesp-KCL (10/51459-5).

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