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Análise de diferentes métodos de lubri-refrigeração na retificação cilíndrica do aço VP 50, com rebolo convencional de carbureto de silício verde.

Processo: 12/13688-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2012
Vigência (Término): 31 de agosto de 2013
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Mecânica - Processos de Fabricação
Pesquisador responsável:Eduardo Carlos Bianchi
Beneficiário:Derik Rios Umberto
Instituição-sede: Faculdade de Engenharia (FE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Bauru. Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Retificação

Resumo

A retificação é um processo de usinagem por abrasão que corrige irregularidades nas superfícies de peças. Para que possa ser realizada, é necessário o uso de fluido de corte, a fim de garantir melhor acabamento final à peça, pois é o fluido de corte que vai refrigerar as superfícies, evitando danos causados por excesso de calor e realizar uma melhor lubrificação na área de contato da peça com o rebolo. Portanto, com o uso em larga escala de fluido de corte, a pesquisa e desenvolvimento de novas técnicas de lubri-refrigeração se faz necessária, visando, porém, respeitar as leis ambientais, preservar a saúde do operador e reduzir custos de produção, através da minimização dos resíduos tóxicos provenientes da aplicação de fluido de corte nos processos. Deve-se, então, buscar soluções que mantenham os mesmos parâmetros de qualidade e acabamento em relação àqueles apresentados nos processos com uso de fluido de corte abundantes e que proporcionem os mesmos efeitos tecnológicos, como refrigeração, lubrificação, limpeza dos cavacos da zona de corte, entre outros. Um dos métodos propostos para este fim é o MQL (mínima quantidade de lubrificação), que utiliza uma mistura de ar com baixo fluxo de óleo a elevada pressão, diminuindo os resíduos finais do processo. Entretanto, em diversos estudos já feitos (pelo Grupo de Usinagem por Abrasão) com MQL na retificação, nota-se que há necessidade de aprimoramento dessa técnica com relação à limpeza dos cavacos da zona de corte, onde há a formação de uma "borra" de óleo com cavacos que dão origem à uma pasta que adere à superfície de corte do rebolo e entope os poros da mesma. Esse fato acaba influenciando os bons resultados que seriam conseguidos com a utilização dessa técnica em função de sua boa propriedade de lubrificação e assim aparecem resultados ruins de acabamento superficial da peça e desgaste do rebolo em relação aos obtidos com uso de fluido de corte em abundância.O aço a ser utilizado como corpo de prova será o aço VP 50, muito usado na indústria em moldes para injeção de termoplásticos.O rebolo a ser utilizado é o convencional de carbeto de silício verde, com ligante vitrificado. Seu grão possui dureza entre média e elevada e alta friabilidade. Este rebolo é indicado para retificação de materiais mais duros, de baixa tenacidade, como por exemplo metais duros, ferros fundidos cinzentos, ferros cementados, entre outros. Apresenta boas características térmicas, estabilidade química elevada na retificação ferros fundidos, materiais não ferrosos e não-metálicos. Este tipo de abrasivo apresenta maior dureza que os óxidos de alumínio, sendo mais quebradiço.A análise dos resultados deverá ser feita através da avaliação das variáveis de saída do processo de retificação, tais como o comportamento de força tangencial de corte, rugosidade, emissão acústica, relação G (volume de material removido/volume de rebolo desgastado), microscopia óptica (para verificar se houve dano térmico) e microdureza.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
KAMIRA MIKSZA FRAGOSO; DERIK RIOS UMBERTO; IGHOR COSTA BARILI; EDUARDO CARLOS BIANCHI; ROSEMAR BATISTA DA SILVA; PAULO ROBERTO AGUIAR; HAMILTON JOSE DE MELLO. Retificação cilíndrica do aço VP50 utilizando o rebolo de carbeto de silício verde com a técnica de MQL. MATERIA-RIO DE JANEIRO, v. 21, n. 3, p. -, Set. 2016.

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