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A melatonina e seu efeito citoprotetor na maturação de oócitos murinos

Processo: 12/13675-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2012
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Reprodução Animal
Pesquisador responsável:Cláudia Lima Verde Leal
Beneficiário:Hugo Fernandes
Instituição-sede: Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA). Universidade de São Paulo (USP). Pirassununga , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):14/00523-6 - Efeito da melatonina endógena e seus receptores na maturação oocitária de camundongos, BE.EP.MS
Assunto(s):Estresse oxidativo   Trifosfato de adenosina   Antioxidantes   Apoptose   Expressão gênica

Resumo

Com todos os avanços na área da produção in vitro (PIV) de embriões de várias espécies domésticas, a produção ainda está aquém do desejável. Dentre os diversos fatores que podem interferir nos resultados da PIV, a etapa de maturação in vitro (MIV) durante a PIV, certamente tem papel relevante. Diversos são os fatores que estão envolvidos no controle da maturação oocitária e na resultante qualidade e competência do oócito. A melatonina é um hormônio sintetizado na pineal e que apresenta diversas funções, como atividade antioxidante e antiapoptótica, além de influenciar diferentes vias de sinalização celular. A melatonina foi detectada em fluido folicular e seus receptores foram localizados em oócitos de células da granulosa. Estudos in vitro têm apontado efeitos benéficos de sua utilização na maturação e cultivo in vitro de oócitos e embriões, respectivamente. Ainda há poucos estudos sobre o papel de melatonina na maturação de oócitos e o camundongo, por sua rápida reprodução e menor custo de manutenção, é um excelente modelo amplamente utilizado para estudos in vitro e particularmente in vivo, que são bem mais demorados e custosos em espécies domésticas e que são interessantes pelo fato de proporcionarem resultados mais fisiológicos. Assim sendo, propomos estudar o efeito da melatonina sobre a maturação in vivo e in vitro e sua possível ação como protetor celular (antioxidante/antiapoptótica) de complexos cumulus-oócitos (CCOs) murinos. Para tanto, será investigado o efeito de diferentes dosagens de melatonina (0, 10 e 20 ng/kg/i.p. por 2-3 dias) no tratamento in vivo de camundongas. O tratamento será iniciado junto com a administração de 5 UI de eCG para induzir superovulação. Para avaliar o efeito da maturação in vivo em animais que receberam melatonina, 48 h após a primeira injeção serão administrados 5UI de hCG para provocar a maturação e ovulação. Dezesseis horas após, serão coletados os ovidutos para obtenção de CCOs maturados in vivo. Os oócitos (OO) serão separados das células do cumulus (CC) e avaliados quanto à taxa de maturação (extrusão do primeiro corpúsculo polar - 1ºCP). As CC serão avaliadas por qPCR quanto à expressão de genes relacionados à apoptose (Bax e Bcl2) e enzimas antioxidantes (GPx e SOD). Num segundo experimento, os animais serão preparados como descrito, mas ao invés de aplicar hCG, no mesmo horário serão coletados os ovários para remoção de CCOs imaturos, que serão maturados in vitro por 14-16 h. As avaliações serão as mesmas já descritas. No terceiro experimento, os animais serão tratados como no segundo experimento, mas sem uso de melatonina nos animais, que será utilizada somente durante a MIV por 14-16 h. Ao final da MIV serão feitas as mesmas avaliações. No último experimento, serão obtidos CCOs como no experimento anterior, e estes serão desafiados durante a MIV com um agente causador de apoptose (peróxido de hidrogênio) associado ou não à melatonina, para determinar a capacidade citoprotetora da mesma. Após a MIV serão feitas as avaliações de taxa de MIV e a mensuração dos níveis de ATP dos OO e de expressão gênica nas CC.