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Avaliação da musculatura ventilatória ins e expiratória nas doenças respiratórias

Processo: 12/15230-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de setembro de 2012
Vigência (Término): 31 de agosto de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Carlos Roberto Ribeiro de Carvalho
Beneficiário:Jeferson George Ferreira
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:10/08947-9 - Avaliação da musculatura ventilatória INS e expiratória nas doenças respiratórias, AP.TEM
Assunto(s):Pneumologia

Resumo

O estudo da cinemática da musculatura ventilatória (ins e expiratória) e suas repercussões funcionais e clínicas nas doenças respiratórias é de relevante contribuição científica. Estudos prévios, por exemplo, confirmaram que a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e a fibrose pulmonar podem acarretar alterações conformacionais desvantajosas, mesmo ao repouso, para alguns músculos ventilatórios. Enquanto o diafragma fica extremamente retificado na DPOC, o mesmo pode ter um encurtamento excessivo de suas fibras musculares na fibrose pulmonar. Com isso, sua capacidade de gerar força inspiratória, nestes dois extremos da relação tensão-comprimento (princípio de Frank-Starling), é extremamente prejudicada. Consequentemente, suspeita-se que tal ineficiência diafragmática e o concomitante recrutamento aumentado dos músculos inspiratórios acessórios contribuam substancialmente para um maior grau de dispnéia. Ainda na mecânica respiratória, os músculos ventilatórios terão também papel primordial em outras situações clínicas. Um exemplo claro é na falência de desmame da ventilação mecânica justamente por fraqueza ou até fadiga diafragmática. Adicionalmente, nos indivíduos com paralisia do diafragma, a dispnéia incapacitante descrita por alguns pacientes pode ser justamente pela inabilidade do diafragma em gerar uma força inspiratória suficiente. Entretanto, este não parece ser o único mecanismo fisiopatológico, uma vez que alguns indivíduos mesmo após correções cirúrgicas da inserção diafragmática permanecem sintomáticos. Fazem-se, portanto, de extrema relevância científica a realização de investigações da mecânica respiratória, especificamente dos músculos ventilatórios, nas diversas doenças respiratórias. Considerando-se também a necessidade de centros de referência com tal enfoque em nosso país, propusemos o presente projeto composto por quatro estudos: (1) indivíduos com DPOC, (2) com fibrose pulmonar, (3) em desmame da ventilação mecânica, e (4) na paralisia diafragmática. Serão aplicadas técnicas diagnósticas de ponta, como estímulo eletromagnético máximo do nervo frênico, medida da pressão transdiafragmática, eletromiografia da musculatura ventilatória acessória, avaliação da sincronia dos sub-compartimentos torácicos durante os ciclos respiratórios, todos na condição de repouso e também durante um teste de esforço máximo cardiopulmonar. Temos por objetivo o aprimoramento pessoal e diagnóstico sobre as disfunções dos músculos ventilatórios, possibilitando assim um melhor entendimento fisiopatológico e conseqüente delineamento de novas intervenções para as respectivas afecções respiratórias.

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