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Turismo e a construção da alteridade: a transformação simbólica das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 em destino turístico

Processo: 12/08321-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2012
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia
Pesquisador responsável:Marcelo Siqueira Ridenti
Beneficiário:Michel Nicolau Netto
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Viagens   Turismo   Globalização   Sociologia da cultura

Resumo

O tema da construção da alteridade é caro às ciências sociais. Do mesmo modo, o é o tema da viagem, notado nos movimentos do estrangeiro, imigrante, peregrino ou turista. Cruzando essas tradições, neste projeto nos atentamos à construção da alteridade a partir do turismo, prática essa que nasce no século XIX, mas que se define como dominante no século XX, se tornando cada vez mais global no século XXI. Se antes o turismo se concentrava nos viajantes das elites europeia e norte-americana e eram esses países praticamente os únicos receptores de turistas, hoje pessoas de todo o mundo viajam para os mais diversos lugares. O turismo se torna então uma indústria de âmbito planetário e os lugares são construídos, também simbolicamente, pela afirmação de supostas diferenças, pelas quais se formam os destinos turísticos. Dessa forma, esses lugares são redefinidos simbolicamente por fluxos dispersos, necessariamente globais.Com a Copa do Mundo de Futebol que ocorrerá no Brasil em 2014, a EMBRATUR e os governos locais ligados às cidades-sede se esforçam por desenvolverem ações promocionais visando a definir o Brasil e as cidades envolvidas como destinos turísticos. Contudo, esses não são os únicos agentes em articulação na definição simbólica, pois também os turistas trazem suas expectativas - e narrativas -, tanto quanto agências e operadoras de turismo, profissionais locais ligados à prática, etc. Temos, então, um contexto de embate simbólico, no qual os agentes buscam impor suas visões de mundo aos locais. Propomos estudar esse tema tendo como foco justamente as ações promocionais ligadas às cidades-sede da Copa do Mundo de Futebol. Na conclusão desta pesquisa, esperamos ser capazes de compreender não apenas as políticas privadas e públicas de turismo relacionadas ao evento, mas, sobretudo, os processos de definição simbólica - e seus conflitos -, envolvidos nos fluxos globais, na construção da alteridade.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Turismo como estratégia