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Um ponto cego na análise democrática: Teoria Crítica entre o privado, o pessoal e o íntimo.

Processo: 12/08969-8
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2012
Vigência (Término): 31 de outubro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia
Pesquisador responsável:Marcos Severino Nobre
Beneficiário:Felipe Gonçalves Silva
Instituição Sede: Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:08/53030-6 - Moral, política e direito: autonomia e teoria crítica, AP.TEM
Assunto(s):Intimidade   Jürgen Habermas   Teoria crítica   Democracia   Privacidade
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Axel Honeth | Democracia | intimidade | Jurgen Habermas | privacidade | Teoria Crítica | Teoria Crítica

Resumo

Observamos na teoria crítica contemporânea um esforço crescente de se agregar ao pensamento democrático a esfera privada e as relações sociais habitualmente desenvolvidas em seu interior - denominadas variadamente como "relações pessoais", "afetivas" ou "íntimas". Elas deixam de ser pensadas como conceitos residuais da teoria democrática e passam a ser investigadas como âmbitos fundamentais dos processos mais amplos de democratização social, nos quais encontraríamos formas de interação que envolvem não apenas a gênese da identidade e dos projetos de vida individuais, como momentos embrionários da formação coletiva da vontade. Tais esforços, entretanto, parecem permeados por dificuldades significativas, as quais se referem tanto ao acesso a um âmbito de relações sociais de caráter não-público, quanto à possibilidade de terem suas especificidades abarcadas pelas categorias tradicionais do pensamento democrático. Entre esse segundo tipo de dificuldades, salientamos a quase completa inexistência de categorias adequadas à crítica dos bloqueios internos à democratização dos ambientes íntimos. Partindo da análise de Faktizität und Geltung, de Jürgen Habermas, e do novo livro de Axel Honneth, Das Recht der Freiheit, argumentamos que esses autores não conseguem superar plenamente o que Seyla Benhabib chama de "olhar idealizante acerca da intimidade". A pesquisa propõe um estudo ampliado sobre os modos como a teoria crítica da sociedade vem trabalhando as relações entre democratização social e o par conceitual privacidade/relações pessoais, procurando delinear a existência de concepções alternativas, seus contrastes e suas possíveis complementaridades.

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