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Sob capas e mantos: roupa e cultura material na vila de Itu, 1765-1808

Processo: 12/12358-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2012
Vigência (Término): 31 de maio de 2014
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Leila Mezan Algranti
Beneficiário:Ligia Souza Guido
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):13/11478-9 - Projeto para solicitação de bolsa estágio de pesquisa no exterior de mestrado pela FAPESP, BE.EP.MS
Assunto(s):Cultura material

Resumo

O presente trabalho dedica-se ao estudo das roupas nas dimensões material e simbólica no período que corresponde ao crescimento da produção açucareira e da consolidação do núcleo urbano da vila de Itu, capitania de São Paulo, entre 1765 e 1808. A aparência dos indivíduos em uma sociedade com características de Antigo Regime aliada a presença da escravidão consistia em um elemento importante de identificação e ordenamento social. A materialidade é compreendida através da descrição e da valoração atribuídas aos artefatos têxteis descritos principalmente nos arrolamentos de bens dos inventários post-mortem. Procedemos ao levantamento de informações complementares sobre os indivíduos junto aos Maços de População (censos) e em trabalhos de genealogia. Também coletamos dados sobre as importações de produtos realizadas pela de vila de Itu junto aos Mapas de Importação, relação pertencente aos Maços de População. Através dos bens descritos na documentação de quarenta e quatro inventariados que residiam na vila de Itu, foi possível montar um quadro da composição material dos bens dos indivíduos e seus domicílios, vislumbrando suas fontes de rendas, seus espaços de trabalho, de moradia, bem como os objetos que compunham os seus pertences. No momento em que os bens eram divididos entre os herdeiros, os objetos ou a quantia referente aos dotes ou adiantamentos de heranças eram mencionados, evidenciando assim, a circulação de bens promovida em vida e após o falecimento de um dos genitores. Além dos inventários da vila de Itu, foram consultados dezenove inventários póstumos da cidade de Lisboa, referentes aos mesmos anos da amostra ituana, para efeito de comparação entre os padrões metropolitanos e coloniais de tipos de roupas, tecidos e adereços em circulação antes da abertura dos portos brasileiros em 1808.