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Contribuições co-textuais para a resolução da anafora conceitual

Processo: 12/05108-1
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2012
Vigência (Término): 31 de maio de 2013
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Psicolinguística
Pesquisador responsável:Edson Françozo
Beneficiário:Mahayana Cristina Godoy
Supervisor no Exterior: Colin Phillips
Instituição-sede: Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Maryland, College Park, Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:10/50092-0 - Idiossincrasias do processamento de pronomes plurais, BP.DR

Resumo

Estudos acerca da resolução de anáforas pronominais demonstraram que pronomes evocam um conjunto de possíveis antecedentes que parece ser limitado a referentes que, gramaticalmente, podem cumprir essa função (Clifton et al., 1997). Entretanto, a resolução do pronome "eles" nas chamadas anáforas conceituais traz questões interessantes, uma vez que, nesses casos, o pronome plural toma sua referência a partir de uma expressão singular como "o batalhão" em "O batalhão foi vacinado. Eles logo partiram em viagem". Em um trabalho anterior (Godoy, 2010), investigamos se informações de ordem semântica e pragmática provenientes de alguns predicados poderiam se sobrepôr à violação de concordância sintática. Nosso principal achado foi de que, depois de contextos coletivos (e.g., "o batalhão foi reorganizado), o tempo de leitura do pronome plural "eles" foi maior do que nos contextos de predicação distributiva, em que os membros do coletivo estavam em foco (e.g., "o batalhão foi vacinado").Embora tenhamos achado evidência da importância de pistas semânticas para a resolução deste caso específico de anáfora plural, ainda não podemos saber se os efeitos reportados se devem a um processo preditivo - que utilizaria, de imediato, mecanismos top-down para antecipar traços semânticos ou itens lexiais - ou se estes dados são apenas o resultado da facilitação de integração de novas informações. Nosso objetivo é encontrar paradigmas experimentais que nos permitam separar mecanismos antecipatórios de processos de integração, e, ao responder esta pergunta, contribuir para o debate recente sobre o papel da antecipação na compreensão da linguagem. (AU)