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Sistemática do clado "pulchra" (Myrcia S.L., Myrtaceae): análises filogenéticas, biogeográficas e revisão nomenclatural

Processo: 12/14914-1
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2013
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica - Taxonomia Vegetal
Pesquisador responsável:Paulo Takeo Sano
Beneficiário:Matheus Fortes Santos
Supervisor no Exterior: Evelyne Jill Lucas
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Local de pesquisa : Royal Botanic Gardens, Kew, Inglaterra  
Vinculado à bolsa:10/09473-0 - Revisão, filogenia e biogeografia do clado Myrcia pulchra Group (Myrcia s.l., Myrtaceae), BP.DR
Assunto(s):Biogeografia   Filogenia   Myrtaceae

Resumo

A tribo Myrteae, que engloba as espécies neotropicais de Myrtaceae, apresenta notória complexidade taxonômica, que resulta no difícil reconhecimento de seus táxons. A tribo conta com 49 gêneros e aproximadamente 2500 espécies. No estudo de Lucas et al. (2007) são propostos 7 clados informais dentro de Myrteae, entre eles "Myrcia Group" (=Myrcia s.l.), com cerca de 700 espécies, exclusivamente neotropical. A análise filogenética de Lucas et al. (2011) nesse grupo revelou 9 clados, entre eles o clado "Pulchra", com 30 espécies distribuídas predominantemente em áreas montanhosas da Mata Atlântica, Cerrado e Planalto das Guianas. Este projeto objetiva concluir a revisão nomenclatural, obter os dados moleculares para o estudo filogenético e biogeográfico do clado "Pulchra" e realizar análises filogenéticas e biogeográficas do grupo. A importância deste trabalho está fundamentada na falta de estudos taxonômicos, filogenéticos e biogeográficos a respeito do grupo, um dos mais diversos da flora neotropical. Para realizar a revisão nomenclatural, serão visitados herbários europeus com materiais-tipo do grupo de estudo. Para o estudo filogenético, serão extraídos, amplificados e sequenciados os marcadores moleculares (ETS, ITS, psbA-trnH e trnL) que serão utilizados nas análises filogenéticas (Parcimônia e Bayesiana), feitas seguindo o procedimento descrito em Lucas et al. (2011). Os caracteres morfológicos e moleculares serão analisados separadamente e em análise combinada. Para o estudo biogeográfico, baseado nas hipóteses filogenéticas, serão utilizados DIVA e DEC, bem como técnicas de datação molecular (e.g., BEAST). O projeto será desenvolvido no Royal Botanic Garden de Kew juntamente com a Dra. Eve Lucas, uma das especialistas na sistemática de Myrtaceae neotropicais. (AU)