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Efeito da interação entre os sistemas neurais mediados por endocanabinóide, peptídeos opióides endógenos e serotonina na porção dorsomedial do hipotálamo ventromedial sobre as respostas defensivas inatas em cobaias confrontadas com serpentes

Processo: 12/05824-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2012
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:Norberto Cysne Coimbra
Beneficiário:Mateus Dalbem Ferreira
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Serotonina   Cobaias   Canabinoides   Psicofarmacologia   Peptídeos opioides

Resumo

Evidências têm demonstrado que os endocanabinóides e os receptores CB1 estão envolvidos em diversos transtornos emocionais, dentre eles a ansiedade e a depressão. A interação deste sistema endocanabinoide com outros neurotransmissores, como os polipeptídeos opioides endógenos, e a serotonina (5-HT), também tem sido alvo de diversos estudos, uma vez o aumento na atividade deste sistema promove respostas ansiolíticas e antidepressivas. Alguns substratos neurais possuem uma participação importante no tratamento destes transtornos emocionais. O hipotálamo é uma estrutura que modula tanto respostas comportamentais, envolvidas nas emoções, quanto respostas fisiológicas diversas. Alguns estudos mostraram que a porção ventromedial do hipotálamo modula algumas respostas defensivas, como fuga e a imobilidade tônica, respostas estas eliciadas pelos animais frente a situações de medo intenso, como ocorre em um confronto com um dado predador. Dentro desta perspectiva, o presente estudo tem por objetivos avaliar o efeito do tratamento agudo ou crônico com fluoxetina, medicamento usado como antidepressivo e com atividade panicolítica, ou com canabidiol, agonista de receptores CB1 e 5-HT1A, droga canabinoide com propriedades panicolíticas, sobre as respostas defensivas e neurovegetativas em cobaias (Cavia porcellus), evocadas diante de um predador natural a serpente Boa constrictor amarali. Para o tratamento crônico, os animais serão tratados durante 21 dias com o inibidor de recaptação de serotonina (fluoxetina), com canabidiol, ou veículo (salina ou salina + DMSO). Do décimo quarto dia ao vigésimo dia de tratamento crônico os roedores serão submetidos à habituação a uma arena munida com uma toca artificial. No vigésimo primeiro dia de tratamento, as cobaias serão colocadas na arena contendo o predador e as respostas instintivas de defesa, como imobilidade defensiva (congelamento), comportamento de fuga explosivo e direcionado para a toca serão avaliadas e, logo em seguida analisaremos a duração da resposta de imobilidade tônica, concomitante à análise comportamental será registada respostas autonômicas, como a pressão arterial média e de frequência cardíaca, pelo sistema de biotelemetria. Avaliar-se-á, ainda, o feito da microinjeção intradiencefálica de AM 251 (antagonista de receptores CB1), CTOP (antagonista de receptores µ-opioide) e WAY-100635 (antagonista 5-HT1A) e seus respectivos controles (salina ou salina + DMSO), em diferentes grupos de cobaias, após o tratamento crônico com fluoxetina, canabidiol, salina ou salina + DMSO sobre as respostas defensivas e neurovegetativas evocadas diante do predador. Verificaremos ainda a cotransmissão setotonérgica, opioidérgica e canabinoide na porção dorsomedial do hipotálamo ventromedial em cobaias, utilizando a técnica de imuno-histoquímica. Por fim, avaliaremos a expressão da proteína Fos no núcleo medial do complexo amigdaloide, porção dorsomedial do hipotálamo ventromedial, no núcleo pré-mamilar do hipotálamo, no hipotálamo anterior e nas diversas colunas da substância cinzenta periaquedutal de cobaias submetidas aos diversos tratamentos farmacológicos na presença do predador natural.