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Seleção mediada por polinizadores e mosaico geográfico da variação floral em Tocoyena Formosa (Rubiaceae) nos Cerrados do Brasil

Processo: 12/09812-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2012
Vigência (Término): 30 de novembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Teórica
Pesquisador responsável:Eduardo Leite Borba
Beneficiário:Felipe Wanderley de Amorim
Instituição-sede: Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH). Universidade Federal do ABC (UFABC). Ministério da Educação (Brasil). Santo André , SP, Brasil
Assunto(s):Cerrado   Variação genética

Resumo

As interações entre plantas e polinizadores é uma das principais hipóteses para explicar a diversificação das Angiospermas. Plantas com sistema de polinização altamente especializado, como espécies esfingófilas, dependem de um ajustamento morfológico flor-polinizador para se reproduzirem. Desta forma, polinizadores exercem pressões seletivas sobre a morfologia da flor, atuando como agentes mediadores da diferenciação e evolução floral. Espécies vegetais com ampla distribuição geográfica podem interagir com distintas guildas de polinizadores ao longo de sua área de distribuição, originando um mosaico geográfico de variação floral, devido aos processos locais de adaptação aos polinizadores. Porém, no Brasil pouco se conhece acerca destes processos de seleção mediada por polinizadores, tanto em um contexto local, quanto em um contexto regional. Tocoyena formosa (Rubiaceae) é uma das espécies mais abundantes e amplamente distribuídas no bioma Cerrado. Além de auto-incompatível, possui tubos florais muito longos, o que a torna inteiramente dependente de mariposas Sphingidae com longas probóscides para reprodução sexuada. Neste contexto, este estudo tem como objetivos (I) quantificar as variações geográficas da morfologia floral de T. formosa, assim como, as variações nos comprimentos dos aparelhos bucais das espécies de esfingídeos que a polinizam; (II) analisar se as variações interindividuais na morfologia floral em cada população implicam em variações correspondentes no êxito reprodutivo; (III) analisar se tais variações são resultantes de processos locais de seleção mediada por polinizadores; (IV) determinar a variabilidade genética da espécie e das suas populações, a estruturação desta variabilidade e o fluxo gênico, correlacionando com os padrões de variação geográfica e estruturação local dos caracteres morfológicos da flor e dos polinizadores.