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Às margens no deserto: histórias e políticas da etnicidade no sudoeste de Angola

Processo: 12/13907-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2012
Vigência (Término): 30 de abril de 2013
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Teoria Antropológica
Pesquisador responsável:Omar Ribeiro Thomaz
Beneficiário:Diego Ferreira Marques
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Identidade étnica

Resumo

Este projeto propõe uma revisão histórica da instrumentalização de classificações étnicas sob a administração colonial de Angola, confrontando-a com a reelaboração das ideias de etnicidade no âmbito do Estado pós-colonial. Tendo em conta uma concepção de cidadania angolana que suprimiria instrumentos administrativos calcados em noções raciais ou étnicas, importa refletir sobre o quanto a etnicidade ainda é uma questão relevante no presente de Angola e em relação a que aspectos ela ainda atua como um operador de identidade, de territorialização, de interação social e de localização perante o Estado. O foco desta proposta é a região Sudoeste de Angola, compreendendo as províncias do Namibe e do Cunene e a porção sul da província da Huíla e as populações comumente chamadas Herero, Ovambo e não-Bantu. Com relação a este contexto, interessa discutir três questões principais. Primeiro, qual teria sido o produto das práticas classificatórias de missionários, antropólogos e administradores coloniais para as manifestações de identidades étnicas entre estas populações. Segundo, o quanto as implicações econômicas, políticas e demográficas dos processos de constrição territorial ou de mobilidade forçada do período colonial ainda se manifestam nas formas pelas quais diferentes atores baseados na região atualizam concepções de etnicidade. Finalmente, como contingências nacionais e transnacionais têm ressignificado identidades étnicas, produzindo tensões relacionadas à interação, à proeminência ou à hipossuficiência de cada um dos grupos populacionais deste cenário perante o Estado pós-colonial.