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J.-K. Huysmans: tradução comentada de escritos sobre arte (1867-1905)

Processo: 12/12527-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2012
Vigência (Término): 31 de agosto de 2014
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Comparada
Pesquisador responsável:Marcos Antonio Siscar
Beneficiário:Adriano Lacerda de Souza Rolim
Instituição-sede: Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):13/09740-7 - J.-K. Huysmans crítico de arte: pesquisa de bibliografia específica em acervos de obras raras, BE.EP.MS
Assunto(s):Literatura francesa

Resumo

A proposta é traduzir textos sobre arte de Joris-Karl Huysmans, romancista e crítico francês que viveu entre 1848 e 1907. A coletânea, acrescida de introdução e comentários, será organizada a partir dos Écrits sur l'art 1867-1905 (Escritos sobre arte), publicados em 2006 pela Bartillat em edição estabelecida por Patrice Locmant. Figura constante nos salões do XIX desde a juventude, J.-K. Huysmans foi dinâmico em sua crítica sobre arte: advogou a favor do impressionismo de Édouard Manet e Edgar Degas; reservou longas e elogiosas páginas ao simbolismo de artistas como Gustave Moreau e Odilon Redon; por fim, convertido ao catolicismo, encantou-se com a arte religiosa de primitivos alemães, em cujo "naturalismo espiritualista" encontraria a síntese de seu itinerário estético, sobretudo nas obras de Mathias Grünewald. Dados o combate aos academicismos então em voga e as aspirações modernas presentes no autor, a fortuna crítica coloca o conjunto de seus textos sobre arte ao lado daqueles de Diderot, Stendhal ou Baudelaire.Huysmans chegaria a publicar volumes sobre arte: L'Art moderne (A Arte moderna, 1883), Certains (Alguns, 1889) e Trois Primitifs (Três Primitivos, 1905). Entretanto, apesar de em cada um deles haver uma predominância temática (impressionismo, simbolismo e arte religiosa respectivamente), são todos coletâneas de textos antes publicados na imprensa e os assuntos quase sempre se misturam - seja em resenhas de salões, comentários sobre pintores específicos ou acerca de determinada obra. Além do mais, os Écrits sur l'art de 2006 trazem textos antes inéditos em volume. Por isso, em vez de escolher um ou outro livro crítico publicado por Huysmans, proponho traduzir e comentar uma seleta dos textos considerados mais representativos das particularidades do autor e a um só tempo de questões estéticas essenciais no contexto finissecular.

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