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Avaliação da leptospirúria e identificação de portadores de leptospiras patogênicas em cães mantidos em abrigos públicos ou particulares da Região Metropolitana de São Paulo

Processo: 12/13022-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2012
Vigência (Término): 30 de setembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal
Pesquisador responsável:Mitika Kuribayashi Hagiwara
Beneficiário:Bruno Alonso Miotto
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Reação em cadeia por polimerase (PCR)   Doenças transmissíveis   Cães   Leptospirose

Resumo

A Leptospirose é uma zoonose de distribuição global e que pode acometer uma ampla diversidade de mamíferos, resultando tanto em doença com manifestações clínicas agudas ou infecções assintomáticas.. Ela tem sido associada ao contato com animais, particularmente roedores e animais de companhia/produção. O contato com a urina de ratos é um fator determinante na transmissão da doença em diferentes localidades, no entanto presume-se que os cães também possam assumir um papel importante na cadeia epidemiológica da leptospirose humana. O cão é hospedeiro de manutenção de leptospiras patogênicas do sorogrupo Canicola, e animais aparentemente hígidos podem albergar e eliminar bactérias viáveis no meio ambiente através da urina, contribuindo na transmissão da leptospirose para humanos e outros animais. Com o objetivo de confirmar essa hipótese, será avaliada a ocorrência da leptospirúria em cães mantidos em abrigos públicos ou privados da região metropolitana de São Paulo através da detecção molecular do agente, utilizando a técnica de PCR em tempo real, e a pesquisa de anticorpos anti-leptospiras pela técnica de soroaglutinação microscópica (SAM). Naqueles animais em que for detectada a presença de material genético de leptospiras em amostras de urina, serão realizadas a tentativa de isolamento do agente e a avaliação clínica, incluindo exame físico, urinálise e provas bioquímicas de função renal, além do acompanhamento desses cães por três meses para avaliação da persistência da leptospirúria. As condições físicas e sanitárias das instalações e da alocação dos cães, tipo de manejo, status vacinal, sexo, idade e local de origem serão observadas e anotadas, para a identificação de possíveis fatores de risco associados a infecção leptospírica. Serão utilizadas a análise univariada, com o cálculo do Odds Ratio e a múltipla regressão logística.O resultados podem auxiliar na elaboração de condutas sanitárias e de manejo que minimizem os possíveis riscos ocupacionais relacionados à doença, além de promover melhores estratégias de intervenções integradas para o controle de fontes de infecção na região metropolitana de São Paulo.

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