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Transgressões da química e o primado da epistemologia

Processo: 12/10854-4
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2012
Vigência (Término): 13 de março de 2014
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - Epistemologia
Pesquisador responsável:Mauricio de Carvalho Ramos
Beneficiário:Ronei Clécio Mocellin
Instituição Sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Filosofia da ciência   Materialidade   Química
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:epsitemologia química | Materialidade | primado da epistemologia | Química | Filosofia da Ciência

Resumo

Assume-se comumente que há uma clivagem bastante evidente entre o natural e o artificial. Essa tradicional ruptura não está dissociada de outras, como as de ciência e técnica, ciência e sociedade ou ainda natureza e sociedade. Historicamente, a química desrespeitou as fronteiras dessas dicotomias. O objetivo deste projeto é analisar os fundamentos dessas transgressões através de três temas: as relações entre química e sociedade; as imagens químicas de natureza e suas consequências (ontológicas, epistemológicas, etodológicas...); e a centralidade do conhecimento químico na construção de uma epistemologia das propriedades materiais. Para atingir tais objetivos, propõe-se uma análise que se fundamenta na investigação de um conceito chave na construção histórica da identidade epistêmica da química. Trata-se do conceito de artifício. Mas, afastando qualquer pretensão de produzir uma narrativa generalista, a trajetória profissional do químico francês Louis-Bernard Guyton de Morveau (1737-1816) servirá como estudo de caso. Enfim, tomando a construção histórica dos conceitos de natureza e de artifício numa perspectiva de longue durée pretende-se abordar desde questões mais gerais como: Quais foram os obstáculos que os químicos encontraram na justificação pública de uma ciência que se fundamenta na artificialidade? A "dignidade" do artifício químico depende da "imagem de natureza" adotada? Quais as principais imagens químicas de natureza? Até questões mais específicas como: Qual o significado epistemológico de uma possível dissolução da fronteira natureza/artefato? A química poderia fundamentar uma epistemologia da ciência que não limita seus interesses às análises lógicas ou linguísticas do conhecimento? Quais as particularidades epistemológicas de uma ciênciafundamentalmente contextual e dinâmica interessada, sobretudo, naquilo que os objetos materiais efetivamente fazem? Qual o significado de uma epistemologia química da materialidade?

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