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Espaço, corpo e memória: arte e política nas realizações do teatro de grupo paulistano

Processo: 12/11680-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2012
Vigência (Término): 30 de setembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Teoria Antropológica
Pesquisador responsável:Rose Satiko Gitirana Hikiji
Beneficiário:Carolina de Camargo Abreu
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:09/52880-9 - A experiência do filme na antropologia, AP.TEM
Assunto(s):Antropologia visual   Filme etnográfico   Memória cultural   Teatro de rua

Resumo

Essa pesquisa explora o potencial crítico do audiovisual na produção de conhecimento antropológico através da realização de uma trilogia fílmica que procura articular pontos de contato entre o pensamento de Walter Benjamin e o trabalho de Jean Rouch. Percorre o campo aberto pelas realizações do teatro de grupo paulistano a fim de desenvolver diálogos entre as artes e a etnografia, entre as linguagens artísticas e a retórica científica. Ou ainda, entre teatro, cinema e antropologia. O primeiro dos projetos fílmicos deixa-se afetar pelo espetáculo de rua Barafonda da Companhia São Jorge de Variedades para adentrar a memória do bairro paulistano da Barra Funda através de histórias prestes a serem soterradas entre os escombros da especulação imobiliária atual. O segundo trabalho desta trilogia acompanha os encontros entre o folguedo baiano do Nêgo Fugido e as provocações performáticas do teatro de grupo de São Paulo militante em movimentos sociais. Deslocado de seu tradicional percurso em Acupe no recôncavo baiano, o Nêgo Fugido que acontece pelas ruas paulistanas da Cidade Tiradentes irrompe com estéticas de luta e resistência política que vão ao encontro de projetos e expectativas dos grupos teatrais. A terceira produção audiovisual trata da viagem enredada pelo Grupo Teatral Parlendas à região norte do país. Articulado diretamente com a Rede Brasileira de Teatro de Rua, o fazer teatral do grupo Parlendas revela não apenas sua atuação numa extensa rede de cooperações, mas também utopias, lutas e tensões. (AU)