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Contaminantes Emergentes no rio do Monjolinho: Ocorrência, distribuição espaço-temporal e avaliação da eficiência de remoção pela Estação de Tratamento de Esgoto de São Carlos

Processo: 12/14403-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2012
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2015
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Sanitária - Recursos Hídricos
Pesquisador responsável:Pedro Sergio Fadini
Beneficiário:Mariele Barboni Campanha
Instituição-sede: Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia (CCET). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Rio Monjolinho   Contaminantes emergentes

Resumo

Diferentes substâncias químicas, como fármacos de uso humano e veterinário, hormônios e produtos de higiene pessoal têm sido classificadas como contaminantes emergentes, e alguns apresentam ação enquanto interferentes endócrinos. Estudos apontam que o rio do Monjolinho apresenta hormônios em suas águas e que os mesmos poderiam ocasionar efeitos adversos à biota aquática. Desde que possuem a mesma fonte, outros contaminantes emergentes podem estar presentes nesse corpo aquático. A recém implantada estação de tratamento de esgoto (ETE) de São Carlos consiste em uma fonte potencial desses contaminantes para o rio do Monjolinho. Entretanto, pouco se conhece sobre a eficiência de remoção dos mesmos. Desse modo, este projeto tem como objetivo determinar a ocorrência e distribuição espaço-temporal de contaminantes emergentes em águas e sedimentos do rio do Monjolinho, assim como avaliar a eficiência de remoção desses na ETE de São Carlos e sua contribuição para o aporte desses contaminantes para o corpo aquático em questão. Dentre os compostos a serem estudados estão ácido acetilsalicílico, cafeína, carbamazepina, diclofenaco, estrona, 17 ²-estradiol, 17 Q-etinilestradiol, ibuprofeno, naproxeno, propanolol e triclosan. Para a realização deste estudo, serão feitas amostragens bimestrais de água e sedimento em cinco locais de amostragem ao longo do rio do Monjolinho. Amostras de efluentes também serão coletadas na entrada e saída da ETE. Para a extração dos analitos em águas e efluentes serão empregadas técnicas de extração em fase sólida (SPE). Para sedimentos, será realizada extração em banho de ultrassom, seguida de SPE de acordo com o mesmo método adotado para águas. As determinações analíticas serão realizadas por cromatografia líquida acoplada a espectrometria de massas (UPLC-MS/MS). Os resultados deste trabalho permitirão compreender a dinâmica dos contaminantes emergentes no ambiente aquático, contribuindo para composição de um banco de dados que possa amparar futuras políticas públicas relacionadas à presença de poluentes emergentes no meio ambiente, uma vez que estes não fazem parte da relação de parâmetros que legalmente regulamentam padrões de lançamento ou qualidade de águas de abastecimento.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
CAMPANHA, MARIELE B.; AWAN, ALMAS TAJ; DE SOUSA, DIANA N. R.; GROSSELI, GUILHERME M.; MOZETO, ANTONIO A.; FADINI, PEDRO S. A 3-year study on occurrence of emerging contaminants in an urban stream of So Paulo State of Southeast Brazil. Environmental Science and Pollution Research, v. 22, n. 10, p. 7936-7947, MAY 2015. Citações Web of Science: 39.

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