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Análise molecular de pacientes com hipotireoidismo congênito por defeito na organificação do iodo

Processo: 12/20214-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de novembro de 2012
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Pesquisador responsável:Suemi Marui
Beneficiário:Erika Urbano de Lima
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:12/00324-8 - Análise molecular de pacientes com hipotireoidismo congênito por defeito na organificação do iodo, AP.R
Assunto(s):Hipotireoidismo congênito   Mutação   Hormônios tireóideos

Resumo

A principal função da glândula tireoide é a produção dos hormônios T3 e T4, que são essenciais para a formação e regulação de diversas funções no organismo. O hipotireoidismo congênito (HC) é um distúrbio metabólico sistêmico, onde a produção dos hormônios tireoidianos no período neonatal é insuficiente. O HC pode ser causado por defeitos no desenvolvimento embrionário da tireoide (disgenesia) ou por defeito na síntese dos hormônios (disormonogenese). Diversos genes estão envolvidos na disormonogenese tireoidiana, entre eles o gene TPO (proteína que é responsável pela oxidação do iodeto, iodação da tireoglobulina e acoplamento das tirosinas durante a formação dos hormônios tireoidianos) e o gene DUOX2 (enzima responsável pela geração de H2O2 para a organificação do iodo). Em estudo anterior (FAPESP 2008/04786-0) realizamos o estudo molecular de pacientes com suspeita clínico-laboratorial de defeito na organificação de iodo, e avaliamos o gene TPO em sete pacientes. Identificamos a mutação p.Q660E e a nova mutação p.R584Q, sendo que em quatro pacientes não identificamos mutações. Neste estudo pretendemos realizar o estudo funcional da nova mutação p.R584Q identificada em dois pacientes brasileiros. Para determinar a atividade da TPO p.R584Q mutante, células HEK293 serão transfectadas com plasmídeos pCMV que contêm os genes da TPO selvagem e TPO mutada. Avaliaremos a atividade enzimática da proteína através do método de oxidação do iodeto. Os resultados permitirão verificar o efeito da mutação p.R584Q na atividade enzimática da TPO, podendo correlacionar os achados clínico-laboratoriais dos pacientes com disormonogenese por defeito na TPO. Realizaremos ainda o estudo molecular do gene DUOX2 nos quatro pacientes que não apresentaram mutações no gene TPO, buscando mutações que justifiquem a disormonogenese. Para isto, a região codificadora e as junções intron/exon do gene DUOX2 serão amplificadas e sequenciadas e os resultados comparados com sequências obtidas em banco de dados da internet (GeneBank). Os resultados permitirão correlacionar os achados clínico-laboratoriais com o diagnóstico molecular dos pacientes, definindo assim a causa do HC. (AU)

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