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Diplomacia e defesa: uma análise do papel e da percepção dos diplomatas sobre a construção da confiança mútua entre Argentina e Brasil (1995-2008)

Processo: 12/17143-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2012
Vigência (Término): 31 de outubro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política - Política Internacional
Pesquisador responsável:Samuel Alves Soares
Beneficiário:Lívia Peres Milani
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Franca. Franca , SP, Brasil
Assunto(s):Política externa   Argentina   Brasil   Identidade nacional   Cooperação internacional   Cooperação econômica internacional   Relações internacionais   Diplomacia   Defesa nacional   Relações diplomáticas

Resumo

Durante o período da Guerra Fria, a América do Sul assistiu à emergência de regimes autoritários e de rivalidades, por exemplo, entre Argentina e Brasil. Entretanto, no momento anterior ao fim do conflito ideológico entre EUA e URSS e aos processos de redemocratização, o clima de desconfiança que predominava no sul do continente começou a ser superado. Argentina e Brasil promoveram medidas de confiança mútua e a rivalidade acentuada da década anterior começou a mostrar-se como um padrão ultrapassado no relacionamento entre os dois Estados. A construção da confiança avançou nos anos seguintes gerando integração e cooperação em vários âmbitos das relações entre os dois países, porém nem todas as antigas fricções foram resolvidas. Neste contexto, de construção de uma identidade cooperativa, vários atores possuem papel de destaque e, nas palavras de Buzan, apresentam-se como agentes securitizadores ou atores funcionais. Destarte, a presente pesquisa tem como tema o papel e a percepção que os diplomatas dos dois países possuem com relação ao avanço construção da confiança mútua que ocorreu no período de 1995 a 2008. Por conseguinte, tem-se como método a análise do discurso diplomático de ambos os países e a interpretação dos mesmos através da teoria construtivista de Relações Internacionais. Visa-se analisar se através dos discursos é possível perceber a existência de identidades e interesses comuns, assim como compreender quais são as contradições que ainda mostram-se presentes nas relações entre os Estados analisados. (AU)