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Reprodução Assistida no Brasil: Aspectos sócio-demográficos e desafios para as políticas publicas

Processo: 12/20964-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de novembro de 2012
Vigência (Término): 31 de maio de 2013
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Demografia
Pesquisador responsável:SANDRA MARA GARCIA
Beneficiário:Karin Lucy de Russi
Instituição-sede: Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:09/14981-8 - Reprodução assistida no Brasil: aspectos sócio-demográficos e desafios para as políticas públicas, AP.JP
Assunto(s):Saúde reprodutiva

Resumo

A Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher - PNDS 2006 (Berquó, E; Garcia, S; Lago, T, 2008) revelou que 37% das mulheres em idade fértil declararam não poder ter filhos ou mais filhos, seja porque foram esterilizadas ou porque são inférteis. Este percentual cresce para 57% no grupo de mulheres de 35 a 49 anos. Por outro lado, das férteis nessa faixa etária, 7% declararam querer ter filhos. Se levarmos em conta os níveis de arrependimento associados às prevalências de esterilização femininas e também o eventual adiamento do desejo da maternidade, teremos um elevado percentual de mulheres que poderão recorrer aos serviços de reprodução assistida para engravidar. A demanda por serviços baseados nas Tecnologias de Reprodução Assistida (TRA) tem crescido substancialmente nos países europeus e nos Estados Unidos (Spar 2006). Mas também no Brasil, há demanda crescente por serviços de reprodução assistida que, em sua vasta maioria, são oferecidos por clínicas privadas a um custo significativamente elevado. Além da regulação ainda tímida e incipiente, a elaboração de políticas de saúde e de C&T nessa área se ressentem da falta de conhecimento sobre como esse mercado de serviços se caracteriza. Essa proposta visa investigar a situação da demanda e oferta dos serviços de reprodução assistida no Brasil, bem como seus aspectos socio-demográficos, legais e éticos.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: