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Semana Ilustrada, o Moleque e o Dr. Semana (1860/1876).

Processo: 12/17667-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2012
Vigência (Término): 31 de outubro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Tania Regina de Luca
Beneficiário:Renan Rivaben Pereira
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/07342-9 - A circulação transatlântica dos impressos: a globalização da cultura no século XIX, AP.TEM
Assunto(s):Humor   Escravidão   História do Brasil Império   Imprensa

Resumo

A partir de 1860, dois personagens tornaram-se familiares aos leitores da Semana Ilustrada: o Moleque e o Dr. Semana, figuras que se transformaram em sinônimo da publicação, que circulou até 1876. O mais novo da dupla era um jovem escravo alfabetizado, sempre pronto para auxiliar seu senhor branco, uma figura bizarra, dotada de cabeça avantajada, coberta por vasta cabeleira e que cultivava relações com a elite e circulava livremente pela corte, o que lhe oferecia oportunidades para observar condutas, acompanhar fatos e comentá-los com seu leal companheiro. Em cena, abordavam notícias mais importantes, os rumos da política imperial e denunciavam os maus hábitos e costumes da sociedade, sempre se valendo da crítica e do humor. A pesquisa tem por meta identificar os principais elementos culturais que atuaram na construção das personagens, acompanhar a maneira como se transformaram no decorrer do tempo e problematizar a relação entre Dr. Semana e o Moleque, compartilhada, por dezesseis anos, com os leitores. Tendo em conta a longevidade da dupla, que atravessou momentos diversos do Segundo Reinado, o Moleque e o Dr. Semana apresentam-se ao historiador como uma fonte instigante, que convida a refletir acerca da lógica de suas ações e palavras, que se entrelaçavam aos caminhos do humor na época.