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A eficácia da reabilitação vocal em pacientes tratados com radioterapia devido ao câncer avançado de orofaringe, laringe e hipofaringe

Processo: 12/16787-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de novembro de 2012
Vigência (Término): 30 de abril de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fonoaudiologia
Pesquisador responsável:Elisabete Carrara-Angelis
Beneficiário:Aline Nogueira Gonçalves
Instituição-sede: Diretoria. Hospital A C Camargo. Fundação Antonio Prudente (FAP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Radioterapia   Reabilitação bucal

Resumo

Há estudos que comprovam alterações vocais após o tratamento radioterápico sem que o foco da radiação tenha sido a região de laringe. Até o momento, sabe-se da evolução da atuação fonoaudiológica na reabilitação das sequelas decorrentes do tratamento oncológico cirúrgico. Porém, os efeitos da reabilitação fonoaudiológica vocal nas sequelas advindas da radioterapia exclusiva ou associada à quimioterapia ainda são pouco descritas principalmente ao se tratar de cânceres avançados de orofaringe, laringe e hipofaringe. Objetivo: avaliar os resultados da reabilitação vocal em pacientes tratados do câncer avançado de orofaringe, laringe e hipofaringe com radioterapia exclusiva ou combinada à quimioterapia potencializadora. Casuística e métodos: estudo de coorte prospectivo, randomizado, inter-institucional. São incluídos pacientes com tumores de orofaringe, laringe e hipofaringe, de estádio avançado (EC III e IV) com proposta terapêutica de radioterapia com intenção curativa (exclusiva ou concomitante à quimioterapia), independentes de sexo e/ou tipo histoquímico do tumor, que tenham idade superior a 18 anos, com queixas vocais após o tratamento radioterápico. Os pacientes deverão responder ao questionário de desvantagem vocal IDV pré-tratamento radioterápico. Após 1 mês do término do tratamento, são submetidos à uma avaliação vocal inicial. Após realizada avaliação inicial, os pacientes pertencentes ao grupo 1 (G1) serão encaminhados à fonoterapia, permanecendo nesta por 1 mês em reabilitação vocal. Os pacientes do grupo 2 (G2), após a avaliação inicial, aguardam por 1 mês, sem intervenção fonoaudiológica, a melhora vocal espontânea que pode ocorrer dentro deste período. Após este período, estes pacientes do grupo G2 são submetidos à nova avaliação vocal e encaminhados em seguida à fonoterapia pelo período de 1 mês. Todos os pacientes, tanto do G1 quanto do G2 são submetidos à uma avaliação final após o período de fonoterapia. Os indivíduos do grupo G1 são submetidos a uma nova reavaliação após 1 mês do término da fonoterapia. As avaliações de voz são multidimensionais, em ambos os grupos nos três momentos, incluindo: análise perceptivo-auditiva, análise acústica da voz, avaliação da qualidade de vida em voz e avaliação laringológica. A avaliação laringológica é realizada por um médico Otorrinolaringologista em que a laringe é avaliada durante a respiração e a emissão sustentada das vogais "é" e "i" e observa-se a existência ou não de lesões estruturais nas pregas vocais e a coaptação glótica durante a emissão, posição da paralisia, presença ou ausência de arqueamento e desnivelamento, constrição mediana e anteroposterior. Em relação ao programa de reabilitação fonoaudiológica, são realizadas orientações abordando higiene vocal, hidratoterapia, fisiologia da comunicação oral e as sequelas agudas e tardias, que podem se manifestar em diferentes graus de severidade e exercícios propriamente ditos. A análise estatística constituirá do cálculo de medidas de tendência central (média e mediana) para as variáveis quantitativas, bem como frequências absolutas e relativas para as variáveis qualitativas. Serão realizadas análises inter-sujeitos determinados pela histologia do tumor, assim como cruzamento intra-grupos e crossing-over. Para comparar os dados numéricos será realizada análise de variância com medidas repetidas (ANOVA com Medidas Repetidas). Para a comparação dos dados clínico-demográficos e as variáveis de interesse entre os dois grupos estudados serão utilizados os testes de qui-quadrado e exato de Fisher quanto se tratar de variáveis qualitativas. Para as variáveis quantitativas sem distribuição normal, será utilizado o teste não paramétrico de U- Mann- Whitney e o Teste T de Studant. Para todos os testes estatísticos será estabelecido um erro alfa de 5%, ou seja, os resultados serão considerados estatisticamente significativos quando o valor de p < 0,05. (AU)