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O êxodo de 1835: Africanos libertos entre a Bahia e o Daomé na esteira da Revolta dos Malês

Processo: 12/17092-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2013
Vigência (Término): 31 de maio de 2017
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História
Pesquisador responsável:Silvia Hunold Lara
Beneficiário:Lisa Louise Earl Castillo
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/21979-5 - Entre a escravidão e o fardo da liberdade: os trabalhadores e as formas de exploração do trabalho em perspectiva histórica, AP.TEM
Assunto(s):História da África   Bahia

Resumo

A derrota da Revolta dos Malês desencadeou um grande movimento de retorno à África. Com a deportação de cerca de 200 africanos libertos, muitos mais abandonaram o Brasil por vontade própria, fugindo de leis repressivas que alvejaram a população africana. Após a chegada à África, radicaram-se em cidades litorâneas, especialmente do reino de Daomé, mantendo contatos frequentes com o Brasil, como exportadores de produtos africanos. O projeto atual examina um grupo específico de africanos libertos que tomou a decisão de voltar, rastreando o desenvolvimento da rede social que os ligava na Bahia e que persistiu ainda depois da sua chegada às cidades de Agué e Uidá. Bem sucedidos, senhores de escravos e proprietários de imóveis, se constituíram como uma elite negra na capital baiana ao longo dos anos 1820. Muitos eram muçulmanos, mas isso não impediu que participassem de instituições católicas como compadrio e irmandades negras. Ao traçar a ascensão à prosperidade e a migração de volta desse grupo, o projeto analisa as relações de sociabilidade e de parentesco que ligavam os indivíduos, problematizando a presença contínua da instituição da escravidão nas suas vidas, mesmo após suas alforrias. O levantamento de dados empregará uma metodologia multidisciplinar, utilizando técnicas da micro-história na análise de fontes primárias, e também da etnografia mediante o contato com descendentes das pessoas cujas vidas são abordadas na pesquisa.