Busca avançada
Ano de início
Entree

Caracterização do microbioma vaginal de mulheres brasileiras em idade reprodutiva

Processo: 12/10403-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2012
Vigência (Término): 31 de agosto de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Márcia Guimarães da Silva
Beneficiário:Camila Marconi
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):14/22463-5 - Análise proteômica cérvico-vaginal na vaginose bacteriana: associação com a composição bacteriana e resposta ao tratamento com metronidazol, BE.EP.PD
Assunto(s):Vaginose bacteriana   Microbiota

Resumo

Estudos do microbioma vaginal foram iniciados recentemente, seguindo importantes projetos de determinação do microbioma humano. A caracterização do microbioma vaginal é de fundamental importância, visto que alterações nesse ambiente causam graves prejuízos à saúde da mulher como o aumento da biovulnerabilidade às doenças sexualmente transmissíveis, infertilidade, além do mau prognóstico gestacional. Já foi demonstrado que resposta imune do hospedeiro está fortemente relacionada às alterações de microbiota vaginal e suas complicações associadas, embora os mecanismos de tal relação ainda não sejam completamente conhecidos. Considerando que o tratamento do principal tipo de alteração de microbiota vaginal, a vaginose bacteriana (VB), apresenta altas taxas de falha terapêutica, tem-se sugerido que diferenças individuais da resposta imune à VB podem estar relacionadas com o resultado do tratamento dessa condição. O mais amplo estudo do microbioma vaginal realizado até o momento demonstrou que a microbiota vaginal pode ser dividida em 5 tipos de comunidades bacterianas, conforme a abundância das espécies presentes. A maioria dos casos de VB estão compreendidos no tipo de comunidade bacteriana que apresenta menor abundância de lactobacilos, sendo que tal comunidade pode ser dividida em outras três sub-comunidades. Dessa forma, pode-se sugerir que além da resposta imune do hospedeiro, diferenças na composição bacteriana podem influenciar no resultado do tratamento da VB. Considerando que até o momento nenhum estudo para a determinação do microbioma vaginal foi realizado em mulheres brasileiras, além das expressivas taxas de falha terapêutica no tratamento da VB, os objetivos desse estudo são: caracterizar o microbioma vaginal de mulheres brasileiras em idade reprodutiva provenientes das 5 regiões do país e avaliar se a presença de determinadas sub-comunidades bacterianas, a contagem bacteriana total e o perfil proteômico estão associados ao padrão de resposta ao tratamento convencional. Para tanto, o microbioma vaginal de, no mínimo, 500 mulheres será determinado pelo pirosequenciamento do gene bacteriano RNA ribossômico 16S. A microbiota vaginal será classificada microscopicamente segundo os critérios de Nugent et al. (1991) e, nos casos identificados de VB, serão determinadas as sub-comunidades bacterianas existentes. Além disso, os casos de VB serão avaliados antes e após o tratamento de escolha quanto ao tipo de sub-comunidade bacteriana presente, à contagem bacteriana total por citometria de fluxo e ao perfil proteômico por eletroforese bidimensional seguida de sequenciamento em espectrômetro de massa MALDI-TOF-TOF. Dessa forma, esses resultados permitirão descrever pela primeira vez a composição da microbiota vaginal na população brasileira, além da relação entre a composição bacteriana e a resposta do hospedeiro com o resultado do tratamento da VB, podendo contribuir para novas estratégias para a melhora da saúde reprodutiva da mulher.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
TAFNER FERREIRA, CAROLINA SANITA; DONDERS, GILBERT GERARD; MARCIA DE LIMA PARADA, CRISTINA MARIA; TRISTAO, ANDREA DA ROCHA; FERNANDES, THAIZ; DA SILVA, MARCIA GUIMARAES; MARCONI, CAMILA. Treatment failure of bacterial vaginosis is not associated with higher loads of Atopobium vaginae and Gardnerella vaginalis. Journal of Medical Microbiology, v. 66, n. 8, p. 1217-1224, AUG 2017. Citações Web of Science: 2.
LUCHIARI, HELOISE R.; FERREIRA, CAROLINA S. T.; GOLIM, MARJORIE A.; SILVA, MARCIA G.; MARCONI, CAMILA. Cervicovaginal bacterial count and failure of metronidazole therapy for bacterial vaginosis. International Journal of Gynecology & Obstetrics, v. 132, n. 3, p. 297-301, MAR 2016. Citações Web of Science: 2.
MARCONI, CAMILA; DUARTE, MARLI T. C.; SILVA, DANIELA C.; SILVA, MARCIA G. Prevalence of and risk factors for bacterial vaginosis among women of reproductive age attending cervical screening in southeastern Brazil. International Journal of Gynecology & Obstetrics, v. 131, n. 2, p. 137-141, NOV 2015. Citações Web of Science: 9.

Por favor, reporte erros na lista de publicações científicas escrevendo para: cdi@fapesp.br.