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Efeito de diferentes intensidades de treinamento físico aeróbico na função e hipertrofia cardíaca de ratos espontaneamente hipertensos: papel da Ang (1-7)

Processo: 12/19896-1
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 15 de março de 2013
Vigência (Término): 14 de março de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:Alessandra Medeiros
Beneficiário:Alessandra Medeiros
Anfitrião: Ulrik Wisløff
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Local de pesquisa: Norwegian University of Science and Technology (NTNU), Noruega  
Assunto(s):Treinamento físico   Hipertensão   Angiotensinas

Resumo

Apesar dos avanços científicos na terapêutica da hipertensão arterial sistêmica (HAS), o número de indivíduos hipertensos tem aumentado a cada ano. O estresse hemodinâmico decorrente de regimes de pressão demasiadamente elevados pode levar a cardiopatia, a nefropatia, a retinopatia hipertensiva, sendo, também, um fator primordial para a evolução do remodelamento cardíaco observado no indivíduo hipertenso. Importante lembrar que esse remodelamento cardíaco está diretamente relacionado a progressão da hipertrofia cardíaca compensada, observada no indivíduo hipertenso, para a insuficiência cardíaca. Algumas vias de sinalização intracelular têm sido implicadas nesse remodelamento cardíaco patológico observado na HAS. A via calcineurina/NFAT, por exemplo, tem sido apontada como uma das responsáveis pelo aumento da massa ventricular, com predominante aumento de fibrose intersticial, alterações no padrão de expressão de genes cardíacos e diminuição da função ventricular na hipertensão. Por outro lado, outras vias, como o sistema ubiquitina proteassoma, têm sido menos estudadas na HAS, permanecendo dúvidas sobre a sua importância nessa doença. Conhecer os mecanismos moleculares e as vias de sinalização responsáveis pela hipertrofia cardíaca patológica é essencial, pois auxiliará na descoberta de abordagens terapêuticas que poderão inibir o processo de crescimento patológico e estimular o crescimento fisiológico. Diversos trabalhos têm demonstrado que o sistema renina angiotensina aldosterona tem papel fundamental no desenvolvimento e na manutenção da HAS, já que o aumento da concentração de angiotensina II (Ang II) que ocorre no paciente hipertenso, além de promover aumento da resistência vascular periférica, contribui diretamente para a hipertrofia cardíaca. Por outro lado, a angiotensina 1-7 [Ang-(1-7)], outro braço do sistema renina angiotensina, exerce efeito cardioprotetor por contra-regular os efeitos da Ang II no coração. De fato, restabelecer o equilíbrio entre esses dois lados do sistema renina angiotensina parece ser uma estratégia importante para o tratamento da HAS. Diversos trabalhos têm demonstrado que o treinamento físico aeróbico é uma estratégia não farmacológica extremamente importante para o tratamento da HAS. Dentre os efeitos do treinamento físico aeróbico na HAS pode-se destacar a diminuição da pressão arterial, o remodelamento cardíaco reverso e a alteração do sistema renina angiotensina aldosterona, com diminuição do eixo Ang II e aumento do eixo Ang-(1-7). No entanto, os mecanismos pelos quais o exercício físico regular proporciona tais benefícios ainda não são conhecidos. Além disso, existem dúvidas quanto a intensidade mais adequada a ser utilizada no treinamento físico aeróbico para a obtenção de benefícios de maior magnitude no tratamento da HAS. Dessa forma, os objetivos do presente estudo serão (1) avaliar o papel da Ang-(1-7) no remodelamento reverso e na melhora da função cardíaca de ratos espontaneamente hipertensos treinados e (2) Comparar os efeitos do treinamento físico contínuo moderado com os efeitos do treinamento físico intervalado de alta intensidade na função e remodelamento cardíacos de ratos SHR. A hipótese do presente estudo é que o remodelamento cardíaco reverso e a melhora da função cardíaca proporcionados pelo treinamento físico aeróbico dependem da maior ativação do eixo Ang-(1-7)/receptor MAS, bem como da intensidade do treinamento físico. (AU)

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