Busca avançada
Ano de início
Entree

Resistência à leptina na micróglia: via dos ácidos graxos e chaperonas

Processo: 12/22198-4
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2013
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Licio Augusto Velloso
Beneficiário:Andressa Coope dos Santos
Supervisor no Exterior: Martin G. Myers
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Michigan, Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:11/50854-0 - Avaliação da modulação de chaperonas, em monócitos/macrófagos e em modelos animais, de Diabetes Mellitus tipo 2, BP.PD
Assunto(s):Transdução de sinais   Microglia   Ácidos graxos   Chaperonas moleculares

Resumo

A obesidade é caracterizada por uma inflamação hipotalâmica ocasionada pela expressão de citocinas inflamatórias e pela ativação da sinalização inflamatória intracelular, levando ao quadro de resistência aos hormônios insulina e leptina no hipotálamo, que prejudica o controle da fome e gasto energético. A microglia, o macrófago do sistema nervoso central, pode ser ativada por diversos fatores pró-inflamatórios, citocinas ou hormônios metabólicos tais como a leptina, que estimulam a produção de genes inflamatórios, os quais podem exacerbar o processo inflamatório.As células da microglia expressam altos níveis das duas isoformas do receptor de leptina, Ob-Ra e Ob-Rb. A fim de modular e terminar a progressão da inflamação, a microglia expressa moléculas endógenas anti-inflamatórias, no entanto, o dano crônico do sinal dietético visto no quadro de obesidade induz a produção crônica de citocinas pró-inflamatórias, sugerindo um prejuízo nesse processo. Uma vez que a obesidade é considerada um estado de inflamação crônica, nós suspeitamos que o aumento de ácidos graxos saturados da dieta podem ativar os receptores TLR4 na microglia, induzindo desta forma a transcrição gênica inflamatória e aumentando a secreção de citocinas. O estado crônico inflamatório pode também induzir resistência à leptina na microglia, prejudicando a produção de citocinas anti-inflamatórias tais como IL-6 e IL-10, que poderiam contra-regular a resposta inflamatória. Para testar essa hipótese, a linhagem celular de microglia de camundongos, BV-2 será desafiada com ácidos graxos saturados de cadeia longa e avaliada a sinalização da leptina e a produção de citocinas. Adicionalmente, será avaliada se a modulação da expressão das chaperonas HSP70 pode impactar a ação da leptina nessa linhagem celular. (AU)