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Sobre a crítica de Theodor Adorno ao problema do tédio: homem e cultura danificados.

Processo: 12/08406-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2012
Vigência (Término): 31 de outubro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia
Pesquisador responsável:Robespierre de Oliveira
Beneficiário:Felipe Resende da Silva
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Marília. Marília , SP, Brasil
Assunto(s):Emancipação   Alienação   Crítica cultural   Teoria crítica

Resumo

Ao longo de seus últimos trinta anos de vida, Theodor Adorno nunca deixou de pensar sobre o problema do tédio. Para ele, lançar os olhos sobre esse fenômeno significa realizar um diagnóstico do estado geral da cultura, onde o trabalho, o tempo livre e os objetos culturais se desviam do caminho emancipatório do homem. A perda do teor ético dessas três instâncias acarreta em deformações crônicas sobre os indivíduos, a negar-lhes principalmente um sentido para a própria existência e a capacidade de realizarem experiências (Erfahrung). Põe-se, assim, a ideia de progresso em xeque, na medida em que em uma sociedade portadora de todos os elementos necessários para a emancipação humana toma o caminho oposto a esta, desumanizando os indivíduos das mais variadas maneiras possíveis. Desse modo, Adorno, ao preocupar-se com o problema do tédio, aponta para uma mal resolvida dialética do progresso, no sentido da auto-realização humana estar obstruída pelo processo de integração social.

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
SILVA, Felipe Resende da. A crítica de Theodor W. Adorno ao tédio : homem e cultura danificados. 2013. 151 f. Dissertação de Mestrado - Universidade Estadual Paulista. Faculdade de Ciências e Letras de Marília..

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