| Processo: | 12/22573-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de janeiro de 2013 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2013 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia |
| Pesquisador responsável: | Marco Antônio de Ávila Zingano |
| Beneficiário: | Marcos Tadeu Neira Miranda |
| Instituição Sede: | Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 09/16877-3 - Filosofia grega clássica: Platão, Aristóteles e sua influência na Antiguidade, AP.TEM |
| Assunto(s): | Razão prática Coragem Conhecimento Platão Sócrates Análise de conteúdo |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Conhecimento | Coragem | definição | perseverança | Razão Prática | História da Filosofia Antiga |
Resumo Em muitos lugares no interior dos primeiros diálogos de Platão, encontramos a identificação da virtude em geral ou das virtudes particulares ao conhecimento. Isto significa que o conhecimento é não apenas condição necessária para a posse da virtude, mas também condição suficiente, o que se pode denominar uma tese ou teoria cognitiva da virtude. Frequentemente Sócrates se confronta com objeções ou resistências à sua teoria da virtude. Queremos chamar a atenção para um desses momentos - as definições da coragem que se apresentam no Laches - cuja tensão filosófica exibe o caráter paradoxal da teoria cognitiva da virtude. O desenlace desta tensão se mostra aporético em dois tempos. Primeiramente, na definição da coragem dada por Laches (e remendada por Sócrates) que a considera uma "sábia perseverança [karteria] da alma" . Em seguida, na definição de matriz socrática que é fornecida por Nícias: a coragem é o conhecimento do que deve ou não deve ser temido. Nota-se de pronto que enquanto a primeira definição expõe a necessidade da inserção de um elemento extra-cognitivo na definição da virtude, e, portanto, ao menos aparentemente, nega a suficiência do conhecimento para a virtude, a segunda definição se mostra decantada de qualquer componente que não seja o conhecimento, sendo assim consoante ao paradoxo da virtude-ciência e afirmando a suficiência do conhecimento para a obtenção da virtude. Todavia, é curioso que tanto a definição de Laches quanto a de Nicias se mostrem insuficientes para a caracterização da coragem. Mais: ainda que Laches seja posto em aporia, há alguns elementos no texto que podem ser interpretados como indícios de que Sócrates não exclui por completo a definição do general, retendo, por exemplo, a perseverança [karteria] como necessária para uma consideração da coragem. De outro lado, a definição "socrática" de Nícias se mostrou insuficiente, justificando, assim, um futuro reexame da questão. Por esta razão cabe nos perguntarmos quais operações são feitas por Platão para, ao menos prima facie, instalar um problema no bojo da doutrina socrática da virtude. É com o intuito de realizar um estudo deste problema que a presente pesquisa focará na noção de karteria, examinando se esta se mostra pertinente ao registro socrático e investigando as inúmeras alternativas dadas ao problema. | |
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