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Distâncias precisas de aglomerados jovens através de binárias eclipsantes massivas

Processo: 12/09716-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2013
Vigência (Término): 31 de agosto de 2017
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Astronomia - Astrofísica Estelar
Pesquisador responsável:Augusto Damineli Neto
Beneficiário:Leonardo Andrade de Almeida
Instituição-sede: Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/51680-6 - Explorando o universo: da formação de galáxias aos planetas tipo-terra, com o Telescópio Gigante Magellan, AP.ESP
Bolsa(s) vinculada(s):13/18245-0 - Soluções orbitais espectroscópicas completas para mais de 100 binárias massivas na região do "starburst" 30 Dourados, BE.EP.PD
Assunto(s):Estrelas massivas

Resumo

A confiança nos modelos de estrutura estelar e de evolução de estrelas massivas depende da acurácia com que seus parâmetros fundamentais podem ser medidos. O passo fundamental consiste na determinação de distâncias precisas. Este parâmetro é também fundamental para o censo de populações estelares em aglomerados e em outras galáxias. Neste contexto, as estrelas massivas são relevantes, dadas as suas altas luminosidades. Inúmeros novos aglomerados abertos, alguns deles com grande massa, têm sido descobertos na Via Láctea, a maior parte deles tão distante e tão afetados por avermelhamento que métodos tradicionais de medida de distâncias não podem ser aplicados. Para esses casos, o método mais direto e mais preciso para determinar distâncias se baseia no estudo de sistemas binários eclipsantes (Torres et al. 1991, Vaz et al. 1997 e Torres et al. 2010). Além da distância é possível determinar com precisão todos os parâmetros do sistema (Massey et al. 2012). O estudo de estrelas do tipo OB tem permitido a medida direta de distâncias até a galáxias como Andrômeda (Bonanos 2010). Galáxias vizinhas têm sido mapeadas com o objetivo de determinar a distribuição espacial de suas populações estelares. Em particular, já é possível avaliar a espessura da Grande Nuvem de Magalhães. Novos levantamentos profundos, como o que está sendo realizado com o telescópio VISTA no infravermelho (http://www.vista.ac.uk/index.html), cobrindo o plano galáctico, e o do telescópio LSST (http://www.lsst.org/lsst) no óptico (a partir de 2016), cobrindo todo o céu do Hemisfério Sul, abrirão largos horizontes neste campo, através da descoberta de centenas de binarias eclipsantes. Este projeto visa estudar uma binária eclipsante do superaglomerado Westerlund 1 (Wdeb) como caso piloto, num primeiro momento, dado que para ela já dispomos de um banco de dados com mais de 70 noites de fotometria nos telescópios do OPD (Observatório do Pico dos Dias), 4 épocas de espectroscopia no telescópio Gemini e 5 noites no SOAR. Os procedimentos testados neste caso serão aplicados para objetos a serem descobertos no futuro próximo em outros aglomerados.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
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Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre a bolsa:
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