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Ensino de Gramática Portuguesa para Surdos e Ouvintes: Uma Proposta da Análise Comportamental

Processo: 12/19864-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2012
Vigência (Término): 30 de novembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia
Pesquisador responsável:Antonio Celso de Noronha Goyos
Beneficiário:Bárbara Leocárdio Jacomini Menin
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Equivalência de estímulos   Análise do comportamento   Pessoas com deficiência auditiva

Resumo

A aquisição da Língua Portuguesa escrita para surdos pode ser dificultada em funçãodas diferenças com as estruturas gramaticais da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Tais diferençascostumam resultar em repertórios de escrita da Língua Portuguesa prejudicados, acrescidos deproblemas de comunicação e problemas escolares. A área da Análise Comportamental que investigaa formação de classes de estímulos equivalentes tem oferecido contribuições significativas para acompreensão da aquisição de linguagem em indivíduos com e sem atraso no desenvolvimentointelectual ou linguístico através de uma série de experimentos.Resende (2011) aplicou paracrianças surdas um procedimento para o ensino de quatro classes de estímulos envolvendo sujeitos,verbos, preposições e complementos, com quatro estímulos por classe. Em seguida uma únicasequência sujeito - verbo - preposições - complemento foi ensinada envolvendo apenas um estímulode cada classe. Testes adicionais conferiram a emergência de sequências idênticas envolvendo osdemais estímulos da classe, e estímulos novos, que nunca estiveram presentes nas fases anterioresde ensino. Os experimentos propostos em seguida dão continuidade ao trabalho de mestrado.Participarão da série de experimentos propostos tanto ouvintes como surdos. O objetivo do primeiroexperimento proposto visa investigar a influência da configuração dos testes de sequência natransferência da função ordinal para membros novos das classes de equivalência. Isso será realizadoatravés da introdução gradativa de cada nova sequência. O Experimento 2 pretende investigar asrazões pelas quais os participantes de Resende (2011) transferiram o desempenho de sequenciarpara incorporar estímulos novos que não participaram nas classes de equivalênciaexperimentalmente formadas. Supõe-se que aqueles participantes já possuíam o repertório relativoàs classes de sujeito, verbo, preposição, complemento, para vários outros estímulos, além dosexperimentais, e talvez alguns dos novos estímulos que foram empregados nos testes. NoExperimento 2, portanto, o repertório dos participantes será controlado através do emprego depseudo-palavras como estímulos experimentais. O Experimento 3 pretende investigar aspectosrestritos ao uso da preposição e sua relação com o controle contextual exercido pelo verbo que aprecede. Talvez seja necessário, assim como foi demonstrado por Lazar (1977) que classesformadas fora do contexto de MTS possam vir a se juntar à classes formadas por MTS e,possivelmente, por CRMTS - tal como no caso de Resende (2011), que controle contextual dapreposição seja necessário para incluir nas classes de sequência ensinadas. Para tanto, umprocedimento baseado no ensino de múltiplos exemplares das relações arbitrárias verbo-preposiçãoapropriadas na língua Portuguesa será introduzido, seguido de testes de transferência gradual defunção a novos pares de verbos/preposições. Será feita uma análise dos erros e das possíveisvariáveis contextuais adicionais que possam controlar a transferência de funções ordinais. Osestudos poderão representar um passo no sentido de buscar a aplicação dos procedimentosderivados da equivalência de estímulos ao ensino daquilo que se convencionou chamar decomportamento gramatical.