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Estudos de permeação e liberação de peptídeos antimicrobianos estruturalmente derivados da toxina CcdB

Processo: 12/23576-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2013
Vigência (Término): 30 de junho de 2014
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química
Pesquisador responsável:Saulo Santesso Garrido
Beneficiário:Carolina Reis Zambom
Instituição-sede: Instituto de Química (IQ). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Biotecnologia   Liberação controlada de fármacos   Lipossomos   Peptídeos sintéticos de adesão celular   Toxinas bacterianas   Fluorescência   Espectroscopia

Resumo

O uso de peptídeos sintéticos para o desenvolvimento de novas drogas é uma estratégia promissora no campo da biotecnologia. Peptídeos derivados de toxinas bacterianas intracelulares, produzidas por sistemas de morte pós-segregacional (PKS) tais como CcdB e ParE são exemplos dessa estratégia. Porém, drogas com estrutura peptídica derivadas de toxinas bacterianas apresentam sérios problemas na aplicação terapêutica por apresentarem baixa solubilidade e difícil permeabilidade em membranas bacterianas. O objetivo desse estudo consiste no desenvolvimento e aprimoramento de sistemas nanoestruturados (lipossomas) que permita a imobilização de análogos peptídicos da toxina CcdB e sua consequente translocação no citosol bacteriano, permitindo que os mesmos atinjam seus alvos celulares, que são as enzimas bacterianas DNA girase e Topoisomerase IV. Lipossomas do tipo LUV ("large unilamellar vesicles") de 100 nm de diâmetro, serão preparados pela técnica de extrusão-evaporação variando-se a composição química de suas formulações. Desta forma, pretende-se avaliar a eficiência de encapsulação dos peptídeos através de técnicas de cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) e espectroscopia de UV-Vis e fluorescência. Após testes de eficiência de encapsulação, os lipossomas contendo os análogos peptídicos da toxina CcdB encapsulados, serão submetidos a ensaio de inibição de crescimento em meio líquido para diferentes espécies bacterianas. Ensaios preliminares mostraram os peptídeos livres em solução não apresentam capacidade de inibição do crescimento bacteriano. Esses resultados demonstram que a utilização de sistemas nanoestruturados para promover a entrada desses peptídeos sintéticos no citosol bacteriano é de grande importância para viabilizar a aplicação desta classe de biomoléculas em estudos terapêuticos, permitindo assim, que tais peptídeos possam ser utilizados como antibióticos promissores, se associados a sistemas eficientes de transporte e liberação controlada de moléculas peptídicas.(AU)

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