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Expressão e localização celular de proteínas juncionais no pâncreas endócrino de animais submetidos à dieta hiperlipídica por tempo prolongado.

Processo: 12/13799-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2012
Vigência (Término): 30 de novembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Histologia
Pesquisador responsável:Carolina Prado de França Carvalho
Beneficiário:Camila Calvo de Fontes
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Assunto(s):Junções intercelulares   Dieta hiperlipídica

Resumo

As células dentro de um tecido e/ou órgão se aderem e interagem por meio de especializações da membrana plasmática denominadas junções intercelulares. Essas estruturas participam de importantes eventos celulares tais como reconhecimento, comunicação, adesão e diferenciação celular. A função e estrutura das junções intercelulares podem ser reguladas através de certas condições in vitro e in vivo, e é notório seu envolvimento em vários processos fisiopatológicos. Nas ilhotas pancreáticas, as diferentes células endócrinas se interconectam por meio das junções de oclusão, comunicante, aderente e desmossomos. Dentre essas, a junção comunicante (GJ) tem sido a mais estudada e parece ser crucial para o perfeito funcionamento deste órgão. Diversos estudos apontam que o subtipo de conexina (Cx) expresso pelas células beta pancreáticas é a Cx36. Recentemente demonstramos que o acoplamento mediado por canais formados por essa conexina é fundamental para a maturação funcional das células beta pancreáticas que ocorre in vivo em ilhotas de ratos. A importância da adesão celular para adequada secreção de insulina, bem como a caracterização bioquímica das proteínas constituintes da junção aderente nas ilhotas pancreáticas também vem sendo investigada, embora tais estudos sejam menos frequentes dos que os voltados para as GJs. Assim, o objetivo geral deste projeto é investigar o papel do contato intercelular mediado pelas junções aderente e comunicante e algumas de suas proteínas estruturais na disfunção das células beta pancreáticas durante a patogênese do diabetes melito tipo 2. Para tal, camundongos da linhagem C57BL/6 serão alimentados por um período de tempo prolongado (8 meses) com uma dieta hiperlipídica. Será avaliado o grau de expressão proteica (por Western Blot), bem como a distribuição celular (por imunoistoquímica) de proteínas associadas às junções comunicante (Cx36) e aderente (E-caderina, N-caderina e N-CAM) no pâncreas endócrino desses camundongos. A avaliação de possíveis alterações no padrão de citoarquitetura das ilhotas pancreáticas nesse modelo também será investigada através da reação imunoistoquímica de dupla marcação para insulina e glucagon. Acredita-se que o desenvolvimento deste projeto contribuirá para o avanço o conhecimento da biologia da célula beta pancreática, bem como no estudo do mecanismo de desenvolvimento do diabetes tipo 2.

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