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Astrobiologia com o ALMA: mapeando compostos pré-bióticos de carbono em discos proto planetários

Processo: 12/22075-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 08 de dezembro de 2012
Vigência (Término): 14 de fevereiro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Astronomia
Pesquisador responsável:Eduardo Janot Pacheco
Beneficiário:Eduardo Janot Pacheco
Anfitrião: Thierry Lanz
Instituição-sede: Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Université Nice Sophia Antipolis, França  
Assunto(s):Astroquímica   Exobiologia   Alma   Envelope circunstelar   Interferometria

Resumo

A Terra foi formada a partir de material do disco proto-planetário (DprotoP) existente em torno da condensação central que deu origem ao Sol. É razoável pensar que compostos pré-bióticos estivessem presentes nesse disco e tenham sido portanto incorporados aos planetas durante sua formação. Para entender o papel das moléculas orgânicas na contaminação das regiões de formação de vida, é indispensável observar sua distribuição em DprotoPs jovens. Se constatarmos que existe uma estrutura bifásica na distribuição de moléculas orgânicas nesses discos, no sentido em que os compostos mais simples contendo C-H-O-N encontram-se em regiões mais quentes e os mais complexos nas regiões mais externas, poderemos inferir que as grandes moléculas constituintes da vida foram efetivamente formadas em ambientes mais favoráveis, com temperaturas, níveis de radiação e turbulência mais moderadas, como os existentes nas partes externas dos discos. Constataremos também com isso, que moléculas essenciais à vida já estavam presentes nos envelopes circunstelares onde planetas se formam, e não foram trazidas ao sistema unicamente por cometas, que é outra hipótese explicativa. O único instrumento atualmente disponível no mundo, com resolução que permita imagear discos proto-planetários em linhas moleculares, é o Atacama Large Millimeter Array (ALMA) do ESO. Com ele, pode-se mapear os discos nas fases iniciais de formação planetária e verificar se a distribuição espacial de moléculas orgânicas é compatível com o esquema acima. Nesse sentido, submetemos, no último mês de julho, um pedido de observações com o Alma. Fui PI do mesmo (cf. em anexo), e a equipe reúne outros pesquisadores do Brasil, do Observatoire de la Côte d'Azur e da Université de Nice-Sophia Antipolis, com os quais mantemos colaboração científica. Neste projeto, trabalharemos na preparação das observações dos discos e no tratamento dos dados, no modelo HDUST de interpretação dos mesmos e no refinamento de nosso cenário físico-químico (AU)