Busca avançada
Ano de início
Entree

Importância do restabelecimento da arritmia sinusal respiratória na função cardíaca em doenças cardiovasculares

Processo: 12/24095-8
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2013
Vigência (Término): 31 de maio de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Helio Cesar Salgado
Beneficiário:Renata Maria Lataro
Supervisor no Exterior: Julian Francis Richmond Paton
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Bristol, Inglaterra  
Vinculado à bolsa:11/12460-0 - Efeitos dos bloqueios, central e periférico, da acetilcolinesterase na função cardiocirculatória e na inflamação observada em ratos espontaneamente hipertensos (SHR), BP.PD
Assunto(s):Fisiologia cardiovascular   Insuficiência cardíaca   Arritmias cardíacas   Hipertensão

Resumo

A arritmia sinusal respiratória (ASR) é um fenômeno cardiorrespiratório caracterizado pela flutuação em fase da frequência cardíaca (FC) com a inspiração e expiração. Tipicamente, a FC aumenta durante a inspiração e se reduz durante a expiração. No entanto, a significância funcional da ASR ainda permanece controvertida. A ASR é perdida na insuficiência cardíaca (IC) e na hipertensão arterial crônica, sendo um fator prognóstico de morte súbita. A ausência da ASR pode aumentar o consumo de oxigênio pelo miocárdio, uma vez que os batimentos cardíacos não são poupados durante a expiração, e, também, reduzir a perfusão coronariana do ventrículo esquerdo ao diminuir o período diastólico do ciclo cardíaco. Na doença coronariana, onde já há redução do fluxo sanguíneo coronariano e do suprimento de oxigênio, a ausência de ASR pode reduzir, ainda mais, a oxigenação dos tecidos, tornando o miocárdio mais suscetível a episódios de hipóxia. ASR pode ser restaurada por meio da estimulação vagal, em fase com a atividade do nervo frênico, por meio de um gerador de estímulos elétricos de padrão central. Assim, está sendo proposto que o restabelecimento da ASR nestas condições fisiopatológicas irá melhorar o fluxo sanguíneo coronariano, e produzir efeitos benéficos sobre a função cardíaca. Dessa forma, o objetivo deste estudo é examinar a contribuição funcional da ASR na manutenção do fluxo sanguíneo coronariano em ratos hígidos e testar se o restabelecimento da ASR no rato com hipertensão arterial espontânea (SHR), ou no modelo de IC, melhora a função cardíaca, e reduz o comprometimento da modulação autonômica cardiovascular e inflamação sistêmica. Para atingir tal objetivo será utilizado, de forma inédita, o gerador de estímulos elétricos de padrão central para corrigir a ASR nestes modelos de doenças cardiovasculares.A IC será induzida pela ligadura da artéria coronária em ratos Wistar. Inicialmente o fluxo sanguíneo coronariano será avaliado, com a utilização de microesferas fluorescentes, nos SHR e Wistar IC acordados. O bloqueio dos receptores muscarínicos com atropina será utilizado para a avaliação da influência do tono vagal sobre o fluxo sanguíneo coronariano. Em seguida, será avaliado o efeito do restabelecimento da ASR em SHR, e Wistar com IC, sobre: 1) o fluxo sanguíneo coronariano basal; 2) a variabilidade do intervalo de pulso e pressão arterial; 3) a função cardíaca; 4) a concentração plasmática de citocinas: IL-1±, IL-², IL-6, IL-10, IL-17, IL-23, TNF-±, IFN-³ e 5) a infiltração de linfócito T, linfócito T regulador e células dendríticas no coração, aorta, cérebro e rim. Para o restabelecimento da ASR, um gerador de estímulos elétricos de padrão central receberá estímulos do nervo frênico e produzirá oscilações elétricas as quais estimularão o vago, produzindo redução da FC em fase com a expiração. Espera-se que a ASR desempenhe um papel na manutenção dos níveis fisiológicos de fluxo sanguíneo coronariano e, também, que o restabelecimento da ASR em animais com doenças cardiovasculares (hipertensão arterial ou IC) possa melhorar a função cardíaca, e reduzir o comprometimento da modulação autonômica cardiovascular e a inflamação sistêmica. (AU)