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Aspectos moleculares dos esferóides celulares no modelo 3D da doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA)

Processo: 12/17084-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2013
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Patologia Animal
Pesquisador responsável:Bruno Cogliati
Beneficiário:Juliana Ávila Morais
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Obesidade   Hepatopatia gordurosa não alcoólica   Fibrogênese hepática   Hepatócitos   Células estreladas do fígado

Resumo

Aspectos moleculares dos esferóides celulares em modelo 3D da doença hepática gordurosa não alcoólica in vitro RESUMOO progressivo crescimento da obesidade na população humana tem contribuído para aumentar a ocorrência da doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA). A DHGNA pode ser definida pelo acúmulo excessivo de lipídeos nos hepatócitos, gerando um quadro de esteatose, o qual pode evoluir para esteatohepatite, fibrose, cirrose e carcinoma hepatocelular. Na esteatose, os hepatócitos gordurosos secretam citocinas e fatores de crescimento que favorecem a ativação e proliferação das células estreladas (CEHs), sendo estas as principais responsáveis pela fibrogênese hepática. Atualmente, o único tratamento disponível e eficaz para a doença terminal do fígado é o transplante, o que evidencia a necessidade do desenvolvimento de novas drogas e terapias que contribuam para uma maior sobrevida destes pacientes. Os modelos experimentais in vitro em monocamada (2D) são bastante utilizados para simular alguns aspectos da DHGNA, facilitando o desenvolvimento de novas moléculas e reduzindo o uso de animais de experimentação nos testes pré-clínicos. Entretanto, estes modelos apresentam limitações fisiológicas, principalmente em relação à interação de diferentes tipos celulares nos sistemas de cocultivo, uma vez que o desenvolvimento em monocamada não mimetiza o ambiente tridimensional hepático. Por outro lado, o modelo de cultivo 3D apresenta-se como uma opção melhor para simular o microambiente hepático, permitindo a interação entre as células e seus subprodutos. Neste contexto, o presente trabalho visa estabelecer e validar um modelo inédito de cocultivo 3D entre hepatócitos induzidos à esteatose e células estreladas hepáticas (CEHs), com a formação de esferóides celulares. A indução da esteatose terá por objetivo mimetizar a DHGNA e será obtida pelo cocultivo de linhagens de hepatócitos C3A/HepG2 incubados com ácidos graxos livres não esterificados e células estreladas LX-2 humanas. O modelo de cocultivo 3D será obtido pelo cultivo celular em placas que permitem baixa aderência, favorecendo a formação de esferóides multicelulares. Após o cultivo dos esferóides durante 24, 48 e 72 horas, serão efetuadas análises de viabilidade e citotoxidade celular, além da dosagem de triglicérides intracelular. Ainda, serão dosadas citocinas pró-inflamatórias e pró fibrogênicas secretadas pelos esferóides, bem como o colágeno tipo I produzidos pelas CEHs. O desenvolvimento do microambiente hepático pela técnica de cocultivo 3D permitirá o rápido avanço no desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas na DHGNA, além da consequente redução no número de animais utilizados na experimentação e melhor compreensão dos mecanismos moleculares que promovem a evolução da DHGNA para a fibrose. (AU)