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Estudo da participação da neurotransmissão colinérgica do córtex pré-límbico nas respostas autonômicas desencadeadas pelo estresse por restrição agudo em ratos

Processo: 12/20834-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2013
Vigência (Término): 31 de outubro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Carlos Cesar Crestani
Beneficiário:Renata Yuri Kurokawa
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Ratos   Homeostase   Estresse por restrição   Estresse em animal   Neurofarmacologia

Resumo

Todos os indivíduos sofrem diariamente com eventos que desencadeiam situações de maior ou menor nível de estresse. A manutenção da homeostasia durante situações de estresse requer a ativação coordenada dos sistemas neuroendócrino e autônomo. O sistema nervoso autônomo é o responsável pela resposta imediata ao estresse, que é caracterizada predominantemente por alterações na atividade cardiovascular, que incluem: aumento na pressão arterial e frequência cardíaca, redução na perfusão cutânea e visceral e alteração na atividade do barorreflexo. Apesar das respostas autônomas possuírem um importante papel durante o estresse, os mecanismos envolvidos com estas respostas ainda são pouco compreendidos. Todas as respostas durante o estresse emocional são mediadas por estruturas límbicas no sistema nervoso central, através da ação de vários mecanismos neuroquímicos. O córtex pré-frontal medial (CPFM) é uma região límbica, que é dividida em córtex cingular 1 e 2, córtex pré-límbico (PL), córtex infra-límbico (IL) e córtex peduncular dorsal. Estudos anteriores demonstraram que sub-regiões da porção ventral do CPFM (CPFMv) parecem ter funções diferentes no controle das respostas ao estresse. Neste sentido, estudos tem sugerido uma função facilitatória do córtex IL, ao passo que a ativação do córtex PL parece ter uma ação inibitória sobre as respostas comportamentais, neuroendócrinas e autônomas induzidas pelo estresse. Apesar das evidências acima indicarem um importante papel do CPFMv na integração das respostas autônomas ao estresse, informações sobre os mecanismos neuroquímicos locais envolvidos no controle destas respostas ainda são escassos. Foi demonstrado que neurônios colinérgicos que se projetam para o CPFM são ativados por estímulos aversivos. Além disso, estudos anteriores sugerem um envolvimento da neurotransmissão colinérgica do CPFM no controle da atividade cardiovascular. Diante do exposto, no presente estudo nós nos propomos a testar a hipótese de que a neurotransmissão colinérgica no córtex PL tem uma função inibitória sobre as respostas autônomas desencadeadas pelo estresse por restrição agudo em ratos. Para testar esta hipótese, nós investigaremos, em grupos independentes de animais, o efeito da microinjeção bilateral no córtex PL de veículo ou hemicolínio (inibidor do transportador de colina) sobre as respostas de aumento da pressão arterial e frequência cardíaca e redução da temperatura cutânea da cauda induzidas pelo estresse por restrição agudo em ratos. (AU)